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porMelissa de Sá

Discografia e História: The Runaways PARTE 6: And Now the Runaways!

Vocês pensaram que eu abandonei vocês, que não ia ter mais Runaways por aqui… mas promessa é promessa e eis aqui mais um capítulo da história da banda. Estamos no ano de 1978, na turnê ao longo dos Estados Unidos. Para quem está começando agora ou para quem quer simplesmente rever o que passou, clique aqui para ler os posts anteriores. Lembrando que esse é mais um post do projeto Born to be a Runaways Fan. A bibliografia se encontra no final do primeiro post da série.

O inverno de 1978 é conhecido por ter sido um dos piores da história recente dos Estados Unidos. E foi nesse inverno que a turnê mais punk das Runaways aconteceu. Punk nos dois sentidos: porque as Runaways tocaram ao lado de grandes bandas do cenário punk da época como os Ramones e porque a situação material e psicológica era precária. Ler mais

porMelissa de Sá

4 Coisas que você precisa saber sobre Cherry Bomb

Rebeldia. Agressividade. Explosão. O maior clássico das Runaways é possivelmente também o maior ícone do rock feito por mulheres. A música de 1976  é, 36 anos depois, inspiração milhares de jovens. Esse post quer agora mostrar 5 aspectos de ´Cherry Bomb´ (envolvendo composição, significado e curiosidades) que você precisa saber.

Conheça “Cherry Bomb”! Ler mais

porMelissa de Sá

A Música e a Vida: 2007 (Mellon Collie & the Infinite Sadness, do Smashing Pumpkins)

Já pararam pra pensar a relação que a música que você ouve tem com a sua vida? Pois bem, foi pensando nisso que resolvi inaugurar essa coluna aqui no blog que se chama “A Música e a Vida”. Eu penso em um ano da minha vida e na banda/artista que mais ouvi naquela época, escuto o álbum de novo e escrevo um post aqui no blog.

2007 foi um ano pavoroso na minha vida. Eu tinha acabado de entrar na faculdade, não sabia o que fazer, tava perdida e mega emotiva, briguei com amigos, me sentia sozinha, perdidade e todo esse mi mi mi. Enfim. Aí eu fui ouvir Smashing Pumpkins, que era uma banda que falava sobre tudo isso de uma forma deprê e super fossa. Claro que eu adorei.

Meu álbum favorito se tornou na hora Mellan Collie & the Infinite Sadness e eu escutava direto. Todo dia. O que mais me chamava atenção na época eram as letras intensas e meio loucas somadas àquela interpretação sofrida do Billy Corgan. Eu ainda consigo me ver deitada na cama ouvindo “Porcelina of the Vast Oceans” ou “In the Arms of Sleep”. Ler mais

porMelissa de Sá

Discografia e História: The Runaways PARTE 5: Waitin´ for the Night

E nada melhor do que passar o Carnaval com um pouquinho de bom e velho rock and roll, não? Então vamos pra sequência da história da banda estado-unidense The Runaways. E esse post vai abordar o conturbado período que se seguiu à turnê japonesa de 1977.

Como sempre, esse é um post do projeto Born to Be a Runaways Fan e as informações que uso foram declarações da própria banda. Para conferir a bibliografia, dê uma olhada nos posts anteriores.

Confira o período pós-Japão e a nova formação da banda na segunda metade de 1977. Ler mais

porMelissa de Sá

Discografia e História: The Runaways PARTE 4: Live in Japan

E finalmente mais um post da sequência que conta a história e a discografia da banda estado-unidense The Runaways e nada mais apropriado do que voltar essa coluna com a parte mais memóravel da história da banda que é a turnê japonesa de 1977.

Lembrando que esse post é parte do projeto Born to Be a Runaways Fan e que as fontes que eu uso para contar essa história são depoimentos ligados às integrantes da banda. Para conferir o que aconteceu nos anos anteriores da banda, clique aqui, e dê uma checada na bibliografia!

Depois da gravação de Queens of Noise, a Mercury Records, então gravadora das Runaways, investiu pesado em marketing para o novo álbum e para a nova turnê. A campanha englobava a confecção de camisetas, outdoors pela cidade e uma nova turnê nacional que dessa vez foi feita de avião e não num carro apertado, o que demonstrava um aumento da popularidade e do arrendamento da banda, o que não significava, é claro, que as garotas estivessem recebendo algum dinheiro. Ler mais

porMelissa de Sá

Resenha de Música: “Both Before I´m Gone” (Girl In A Coma)

Uma das grandes alegrias da vida é descobrir que ainda existem pessoas com talento verdadeiro nesse mundo, onde, infelizmente somos bombardeados com produtos que vivem às custas de efeitos de estúdio e visuais de videoclip. Tem gente que até diz que não existem mais bandas de verdade depois dos anos 2000 e apesar de eu não querer ser tão drásticas, tem horas que fico muito perto de acreditar nisso. Então, imaginem qual não foi minha alegria ao ouvir Both Before I´m Gone, da banda tejana Girl In A Coma!

E eu queria agradecer demais à leitura fiel Manoela, que foi quem me indicou essa banda. Manu, você não sabe a coisa boa que você me fez!

Recapitulada rápida da banda: Girl In a Coma é uma banda de San Antonio, Texas, formada pelas irmãs Nina Diaz (vocal/guitarra) e Phanie Diaz – conhecida mais por Phanie D – (bateria) mais uma amiga de longa data, Jen Alva (baixo). O nome da banda é uma referência direta à música dos Smiths, Girlfriend in a Coma. Depois de algumas músicas demo, a banda foi chamada para participar de um documentário de bandas chamado Jammin´ e em Nova York conheceram Joan Jett, que curtiu o som da banda e assinou com Girl In A Coma por sua gravadora, a Blackheart Records. Pela Blackhearts, a banda já lançou quatro albuns e Both Before I`m Gone é o primeiro.

Eu diria que o som da banda é uma cruza de The Cranberries com The Smiths cantando músicas da Bjork numa pegada punk com riffs de indie rock (????). É o tipo de banda que agrada quem gosta de guitarras distorcidas, riffs malucos, vocais sofridos e desesperados. Girl In A Coma tem músicas mais barulhentas e músicas mais tranquilas, mas todas elas são marcadas por um rítmo meio alucinado de sonho. Bons exemplos são as músicas abaixo:

Eu gosto do barulho então Clumsy Sky é minha favorita. 🙂

Título: Both Before I´m Gone

Banda: Girl in a Coma

Ano: 2007

Gravadora: Blackheart Records

Estilo: Punk, Garagem, Alternativo

1. ” Clumsy Sky”
2. ” Say”
3. ” Road to Home”
4. ” Sybil Vane Was Ill ”
5. ” I’ll Ask Him ”
6. ” Their Cell”
7. ” In the Background”
8. ” Mr. Chivalry”
9. ” Race Car Driver”
10. ” Consider”
11. ” Celibate Now”
12. ” The Photographer”
13. ” Simple Man”

O álbum já começa com a melhor música da banda pra mim, que é Clumsy Sky. Com uma pegada forte e um vocal impecável e muito criativo, a faixa mostra o melhor do punk rock com um quê melódico. Não é a toa que ganhou o prêmio de melhor punk rock do ano. Say é outra que se mostra bem forte com uma letra que, como diz o primeiro verso, “everyone will quote me in this line”.  Road to Home vem quebrar a atmosfera punk do CD com clima mais tranquilo e onírico (que o clip ilustra bem) enquanto Sybill Vane Was Ill lembra aqueles riffs malucos e repetitivos do Strokes.

O album segue com  uma volta a algo mais agressivo em I´ll Ask Him, a tranquila e já clássica Their Cell e a indefinida In the Background (ainda não consigui definir se a música é animada, calma, triste ou feliz). Mr. Chivalry é uma faixa frequentemente esquecida mas que merece muita atenção: ótima letra, ótima interpretação dos vocais de Nina e uma base instrumental forte que lembra aquelas bandas deprê esquecidas da década de 80. Race Car Driver é uma faixa facilmente apagável e o riff é extremamente irritante ao longo de seus 3:47 (e olha que eu sou a pessoa que gosta do terceiro album do Strokes, o campeão dos riffs irritantes!). Consider é uma música que parece começar pela metade e talvez é aí que fique sua beleza, que é bem sofrida por sinal (e tem algumas coisas meio metal. Sério) enquanto que Celibate Now é uma das melhores músicas da seleção pra mim: é lírica e tem arranjos de guitarra muito bonitos.

O album chega a seu fim com a hipnótica The Photographer – que dá a impressão que estamos dentro de um carro em alta velocidade olhando através da janela – e fecha com a acústica Simple Man, em que Nina Diaz mostra tanto seu talento vocal quanto seu talento de guitarrista num violão.

Before I´m Gone é um poderoso album de estréia muito lírico e recheado de influências criativas. Para quem gosta do estilo, não deixem de conferir!


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