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porMelissa de Sá

Resenha de Filme: 127 Horas

Depois de ter assistido ao fantástico Cisne Negro, achei que nada poderia mexer comigo esse ano em termos de cinema. Isso até conferir o inacreditável 127 Horas, do diretor Danny Boyle, estrelando James Franco no papel principal.

O filme é baseado numa histórica verídica. E só isso já é suficiente para arrepiar qualquer um. No entanto, diferente de outras cinebiografias, o filme não ficou piegas nem pintou o personagem principal como um grande herói. Pelo contrário, o drama foi feito na medida certa, sem despencar pro melodrama e evitando qualquer heroísmo injustificado. E vamos agradecer à brilhante edição e montagem por isso porque segura durante quase duas horas uma história que tem basicamente um único cenário e um único ator.

E vamos à história. Aron Ralston, ex-engenheiro mecânico que decidiu largar uma carreira brilhante para se dedicar à sua paixão por aventuras (especialmente alpinismo), vai passar um fim de semana (em Maio de 2003) nos canyons do estado americano de Utah. Ralston faz tudo: mountainbike, alpinismo, natação, descidas perigosas em fendas. Tudo mesmo. Ele não tem medo de nada, se cai e machuca, levanta e continua. Um cara super bem-humorado e simpático, mas que acha que pode fazer tudo isso sozinho. Durante uma descida entre rochas do canyon, acontece um deslizamento e uma rocha imensa esmaga o braço direito de Ralston. E ele fica preso, totalmente isolado, no interior da fenda. Pior: ele não avisou a ninguém para onde estava indo. Como diz o próprio Ralston: “Oops”.

Essa é a posição em que Ralston ficou durante 127 horas. Sua mão direita foi completamente esmagada pela pedra.

James Franco, conhecido principalmente pela sua atuação como o Harry da trilogia Homem Aranha surpreendeu ao mostrar todo seu potencial como ator. Ele consegue transmitir todo o desespero de Ralston mas ainda mantendo o bom humor e o otimismo (características essenciais de Ralston como pessoa) sem soar falso ou ridículo. Na tela praticamente 95% do tempo de filme sozinho, James Franco mereceu sem sombra de dúvida sua indicação ao Oscar de Melhor Ator de 2011. E seria justíssimo que o moço levasse a estatueta para casa.

A trama mexe com o espectador. Contando com apenas meio litro de água, um canivete-alicate cego, uma mochila com dois pacotinhos de comida, algumas cordas de alpinismo, uma câmera de vídeo e outra fotográfica, Ralston tenta sair da situação. E o cara tenta de tudo. Empurrar a pedra, mover a pedra, escavar a pedra, içar a pedra. E ele não desiste.

A partir de agora esse post pode conter spoilers. Se você não gosta de spoilers ou não quer saber o final do filme, não leia.

Por conta da privação de comida e água, Ralston tem várias alucinações. E elas ficaram perfeitamente encaixadas no roteiro, que por falar nele, é primoroso. Amarradinho, totalmente justificado, não nos assustamos com as ações do protagonista, pois tudo foi embasado e mostrado anteriormente. Vale levar o Oscar de Roteiro Adaptado também. (A história foi adaptada pelo diretor a partir do livro Between a Rock and a Hard Time escrito pelo próprio Aron Ralston).

 

Cenas da câmera do próprio Aron quando esteve preso. O filme captou direitinho até mesmo a luz e o ângulo da câmera.

É impressionante ver como Ralston não desiste. E principalmente, como ele não pensa em suicídio. Com tanta corda disponível, a maioria das pessoas provalmente pensaria em se enforcar, mas o cara aguenta firme, sempre pensando numa saída. E ele passa horas tentando. Dias tentando. E enquanto não tenta, ele repensa sua vida e suas atitudes. Até que durante o último dia, ele reconhece suas próprias fraquezas de uma forma emocionante. Ele diz: “Essa pedra me esperou a vida inteira. Tudo que fiz em minha vida me levou a esse lugar”. Vendo a si mesmo como um cara egoísta e egocêntrico, Aron percebe que aquele era o lugar perfeito para descobrir que não se pode fazer nada sozinho.

Desesperado depois de tentar de tudo e morrendo de desidratação, ele tem uma alucinação muito forte: vê a si mesmo no fundo da caverna com um menino que aparentemente era seu filho (lembrando que Aron não tinha filhos). Decidido a não desistir, Ralston percebe o único jeito de sair dali: amputar o próprio braço com o canivete cego.

Nem preciso dizer que a cena é horrível. Pessoalmente, eu não vi. Fechei o olho que nem criança mesmo e só abri depois que acabou. Para conseguir, ele quebrou os dois ossos (ulna e tíbia) e saiu dilacerando o resto sem desmaiar. Claro que vale lembrar que Ralston sabia o que estava fazendo. Ele sabia exatamente onde cortar e tinha feito um torniquete. Então o cara não era assim um zé do nada. Digo que é uma cena muito muito forte e realista e que só pessoas de estômago forte deveriam ver. Sério mesmo.

Depois disso ele tira uma foto do lugar e agradece a experiência. O.O Escala a fenda até a superfície, anda cerca de 12km até encontrar uma família que lhe dá água e corre para chamar o resgate. Mas mesmo assim Aron ainda tem que andar alguns quilômetros até que o elicóptero chegue. Chocante? Chocante.

É absurda a vontade de viver desse homem que andou até o hospital e apontou o lugar onde esteve num mapa. (essa informação não está no filme e sim relatada em seu livro. Para ver:
http://www.spirituallyfit.com/volume5/issue2/stories/aron1.htm ou
http://gc009.k12.sd.us/climb_utah.htm) Vale contar também que até hoje ele pratica esportes radicais, mesmo com a ausência do braço direito.

Enfim, um filme excelente, maravilhoso e muito, muito sensível. Eu recomendo muito para todos (é só não ver a cena da mutilação). Alta qualidade em roteiro, direção, direção de arte, trilha sonora e atuação. Merece sim muitas estatuetas!

 

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: Cisne Negro

Intenso. Assustador. Brilhante. Essas são palavras mais que adequadas para definir Cisne Negro, novo filme do diretor Darren Aronofsky, que tem no elenco Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder e Vincent Cassel.

A trama conta a história de Nina Sayers (Natalie Portman), uma bailarina extremamente dedicada que sonha com um papel de destaque na companhia de balé de Nova York. A chance aparece quando o diretor da companhia, Thomas Leroy (Vincent Cassel), concede a ela o posto de primeira bailarina em O Lago dos Cines, de Tchaikovsky. Como é comum neste balé, a mesma bailarina que interpreta Odete – a princesa amaldiçoada a viver como um cisne todas as noites – também interpreta Odile – a irmã luxuriosa que seduz o amado de Odete. Para Nina, viver a frágil Odete não é um problema, mas fazer vir à tona o Cisne Negro (Odile) é uma tarefa que exigirá dela muito mais do que apenas dedicação.

Nina é obcecada pela perfeição. Em uma de suas falas ao diretor Thomas, logo após ele ter reprovado seus movimentos, ela diz: “Quero ser perfeita”. É então que Thomas a rechaça dizendo que no balé não é apenas técnica que conta mas também entrega ao papel. Nina, no entanto, é solitária, super-protegida por uma mãe que lembra muito a mãe de Carrie, a Estranha, totalmente imatura, que sofre de bulimia e fobia social. A presença de Lily (Mila Kunis), nova bailarina chegada de São Francisco tem um efeito aterrorizante em Nina, que se sente ameaçada pela presença sensual e forte de Lily.

O filme corre num ritmo que mistura suspense e terror psicológico. Em certo ponto da narrativa, não sabemos ao certo se o que acontece na tela é fruto da mente obcecada de Nina ou realidade ou uma mistura dos dois. E aí está o grande triunfo do filme: a ambiguidade. Extremamente focado em sua personagem central, o espectador entra na mente de Nina, perdendo contato com a realidade exterior. E a atuação brilhante de Natalie Portman somente reforça essa impressão.

Indicada ao Oscar e vencedora do Globo de Ouro, Portman foi incialmente criticada por levar à frente um papel um tanto fora do esquema tradicional do Oscar em Hollywood contendo cenas de masturbação e sexo lésbico. No entanto, a atriz levou o trabalho a sério e protagonizou cenas brilhantes que não ficaram despropozitadas como acontece em muitos filmes por aí que inserem esse tipo de sequência apenas para ser “picante”. A preparação para o filme começou um ano antes das filmes. A atriz teve que perder peso e aprender a dançar. Ela treinava cerca de seis horas por dia com Mary Hellen Bowers num esquema que incluía exercícios físicos pesados e aulas de dança. Sobre o treinamento, Portman diz:

Comecei com minha treinadora de balé um ano antes das filmagens, partimos do básico. Nós treinávamos duas horas por dia pelos primeiros seis meses e isso foi uma ótima preparação para que eu fizesse mais, assim eu não me machucaria. Depois dos seis meses nós começamos a fazer cinco horas por dia. Adicionamos natação, eu nadava 1,6 Km por dia, tonificação e depois fazíamos três horas de aula de balé por dia. Aí, dois meses antes das filmagens, nós adicionamos a coreografia, então fazíamos por volta de oito horas por dia. A disciplina física ajudou muito na parte emocional da personagem, pois você tem um sentimento do estilo de vida monástico de só malhar, essa é a vida de uma dançarina de balé. Você não bebe, não sai com amigos, não come muito e submete seu corpo à dor extrema, então você acaba entendendo a auto-flagelação de uma dançarina de balé.

http://www.omelete.com.br/cinema/cisne-negro-omelete-entrevista-darren-aronofsky-e-natalie-portman/

O mundo do balé é tratado com uma crueza assustadora. O sacrifício das bailarinas, o medo de envelhecer e ser posta de lado, os assédios físicos e morais infligidos pelos treinadoras mais a constante pressão para dar o melhor e somente o melhor marcam o clima tenso no filme todo. Inclusive com direito a cenas de pés maltrados, unhas caindo, costelas deslocadas, etc.

O filme funciona também como uma releitura de O Lago dos Cisnes. A trilha sonora que conta com trechos da peça ajuda a compor a dualidade de Nina. Fora a questão do duplo que é abordada de maneira primorosa pela direção de arte e pela edição.

Pessoalmente, foi o melhor filme que vi nos últimos tempos, daqueles que faz a gente pensar por dias a fio. Com um final primoroso, Cisne Negro é com certeza um dos melhores filmes já feitos sobre o mundo do balé e da dança e sem sombra de dúvida, a melhor atuação de Natalie Portman. Não vejo como ela não vá ganhar o Oscar.

 

 

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: A Rede Social

Assisti esse filme já faz um tempo, mas agora que ele arrebatou 4 Globos de Ouro incluindo Melhor Filme Dramático e Diretor, encontrei a desculpa que precisava para comentar.

A Rede Social conta a história da criação do Facebook, provavelmente a maior rede de relacionamento do mundo, desde sua concepção pelo então aluno de Harvard Mark Zuckerberg.

Baseado no livro Bilionários Por Acaso, a trama mostra Zuckerberg de um modo menos heróico e revolucionário e mais sacana e obscuro. Li alguns posts em blogs que reclamavam do filme, dizendo que não conseguiam se identificar com o personagem principal porque ele mal fala e é um idiota. Bem, acho que essa é a idéia que o filme quis realmente transmitir. A de um cara isolado, ambicioso, que se acha o máximo, que um dia brigou com a namorada, resolveu sacanear e criou o Facebook.

O ritmo do filme é excelente. Entrecortado por depoimentos de pessoas que processaram Zuckerberg por plágio e copyright, o espectador é levado pelo drama de Eduardo Saverin, pela depressão de Mark Zuckerberg e até por algumas cenas de comédia protagonizadas pelos gêmeos e pela namorada de Saverin. O timing é perfeito e a trilha sonora ajuda a criar o clima nerd e tecnológico que permeia todo o filme.

O grande conflito do filme, a meu ver, é muito mais a amizade entre Mark e Eduardo do que uma briga judicial.

Achei que o filme foi dramático e intenso onde precisava e retratou de uma forma bem interessante o universo acadêmico e nerd que envolvia os personagens. No entanto, é importante lembrar que apesar de ser baseado em uma história real, o livro que deu origem ao filme é baseado nos relatos de Saverin e dos gêmeos, ou seja, não temos acesso à versão de Mark Zuckerberg. E o filme mostrou isso de uma forma brilhante. Zuckerberg é calado, não sabemos ao certo o que ele pensa. O protagonisa é justamente a lacuna que falta e o diretor soube usar isso a seu favor.

Os atores também foram bem escolhidos. Dou um destaque para Andrew Garfield como Eduardo Saverin. Achei que ele deu a sensibilidade que o personagem exigia. Justin Timberlake como Sean ficou tão destestável, que foi perfeito também.

Recomendo para quem gosta de filmes longos e diálogos extensos. Se você não tem paciência com esse tipo de filme, esqueça!

porMelissa de Sá

Resenha de Filme:Harry Potter e as Relíquias da Morte Surpreende

Finalmente uma adaptação da série teve um saldo positivo no fim das contas. Depois de fazer cinco filmes de roteiro fraco, Steve Kloves acertou a mão como roteirista e conseguiu fazer algo decente.

Em primeiro lugar, é preciso dizer que adaptação fílmica é uma tradução de algo que está na mídia literária para a mídia cinematográfica. Sendo uma tradução, toda adaptação fílmica acaba sendo uma interpretação que precisa se adequar à mídia cinema. Isso é óbvio, porque não faz sentido simplesmente usar todas as falas e descrições do livro no cinema e apesar de algumas pessoas acreditarem que esse é o caminho, além de inviável em termos de tempo e espaço, ficaria horrível.

Adaptações sempre privilegiam algum aspecto. Por exemplo: algumas adaptações prezam por manter o chamado “espírito da obra”, ou seja, mudanças de roteiro grandes podem ser feitas, mas no fim das contas o que conta é a caracterização dos personagens, o ritmo, etc. Um exemplo desse tipo é o filme Desventuras em Série que apesar de ter mudado radicalmente o curso dos eventos dos livros 1, 2 e 3 da série, manteve a mesma atmosfera do livro. Já um outro tipo poderia ser aquele que privilegia a história a ser contada em detrimento da ambientação. Um exemplo bom seria O Iluminado, filme de Kubrick baseado na obra de Stephen King. Raríssimos filmes conseguem unir as duas coisas. Pra se ter uma idéia do quanto isso é difícil, o exemplo dado é O Senhor dos Anéis.

O grande problema das adaptações de Harry Potter feitas por Steve Kloves no roteiro (vale lembrar que Harry Potter e a Ordem da Fênix foi adaptado por outro roteirista, Michael Goldenberg, e é uma adaptação excelente que privilegiou o “espírito da obra”) é que ele realmente não sabe o que fazer. A impressão que se tem é que ele fica perdido e não consegue se decidir se mantém o clima do livro, se tenta contar a história, se cria coisas que ele acha que deveriam estar lá ou simplesmente não faz nada. Na minha opinião, Kloves é um roteirista medíocre que não consegue fazer escolhas: ele tenta colocar tudo, tenta criar um clima mas no final só consegue um punhado de cenas aleatórias sem sentido e algumas cenas longas demais tiradas da sua própria imaginação tosca que não acrescentam nada ao filme.

Estou sendo muito cruel? Huuum, vamos ver:

  • Harry Potter e a Pedra Filosofal: Kloves até consegue contar a história inteira e criar frases de efeito, mas a impressão que se tem é que não há passagem de tempo na história! Ou seja, tudo pode ter acontecido em um mês, ou uma semana, ou quem sabe até em vários anos…
  • Harry Potter e a Câmara Secreta: Mais uma vez a passagem de tempo é bem discutível. Nesse filme, Kloves começa sua louca obcessão por Hermione. Ela começa a aparecer mais, começa a roubar as falas do Ron e o fato de ela ficar um terço do filme petrificada não parece impedir nada disso.
  • Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban: Se no outro filme Hermione era a segunda personagem que mais aparecia, agora podemos começar a pensar se o melhor nome do filme não seria “Hermione Granger e o Prisioneiro de Azkaban”. Justamente quando a caracterização dos personagens começa a ficar mais importante, Kloves decide que as coisas ficariam melhor do jeito dele, ou seja, Hermione é uma bruxa preocupada com a aparência, Ron é um boboca e Harry é uma banana chorosa. Hermione rouba todas as falas legais. O background mais importante do livro (que é a história de Sirius Black – o tal prisioneiro de Azkaban do título) não foi contada. Kloves preferiu gastar tempo no cabelo de Hermione e em sentimentalismos em relação à mãe de Harry.
  • Harry Potter e o Cálice de Fogo: eita, livro de 500 páginas. As coisas começam a complicar. Qual estratégia utilizada? Cortar todos os detalhes que não influenciam na trama principal (mesmo que esses detalhes sejam importantes nos livros posteriores) e focar em cenas inúteis como em conversinhas amorosas que ele mesmo inventa.
  • Harry Potter e o Enigma do Príncipe: o ápice de Kloves. Nesse livro ele resolveu simplesmente não contar a história e fazer apenas uma collection de suas cenas favoritas. Além disso, Hermione e Harry começam a ficar bem próximos (??????????) falando sobre seus sentimentos (??????????????). Harry é um conquistador nato, Ginny é uma mocinha submissa e Dumbledore se preocupa com a vida amorosa de seus estudantes (??????????????). Isso tudo acrescentando cenas incríveis de autoria do próprio Kloves (como o puff de Slughorn para falar de quando a mãe de Harry morreu (Insensível? …………) e a ascendeção de varinha na morte do Dumbledore, que fez o final do filme parecer um show do Coldplay. Ah, e ele não falou nada sobre o Príncipe Mestiço do titulo. Que chato, hein?

Dessa vez, no entanto, em Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1, Kloves conseguiu. O filme de modo geral é muito bom. A história é contada de uma forma lógica (que avanço, hein Kloves?) com um balanço bom entre comédia e drama. No entanto, o filme peca nos detalhes. Kloves não tem sensibilidade para cenas dramáticas e a maoria delas ficou um tanto novelas da Televisa (exemplo, cena em que Harry e Hermione ficam chorando porque Ron foi embora). Além disso, Kloves ainda prefere criar suas próprias cenas inúteis ao invés de usar as cenas impactantes que já existem no livro (vide trocar a cena tocante de amizade entre Harry e Ron depois de destruir a Horcrux por uma dança (?)  entre Harry e Hermione).

Dança entre Harry e Hermione: ainda parece um resquício de que Kloves é H/H...

Alguns detalhes beiram o brega. Entre eles, a gotinha de sangue escorrendo do braço de Hermione, Harry abotoando o vestido de Ginny Weasley e a tal dança acima mencionada. O beijo da Horcrux do mal entre Harry e Hermione completamente nus ficou, no mínimo, cômico. Mas não sei até quando isso foi uma decisão do roteirista ou da direção. Algumas cenas parecem ilógicas, até. Por exemplo: por que Harry, Ron e Hermione começaram a correr dos Snatchers se eles simplesmente podiam aparatar?

Harry e Ginny: sem graça e brega

Mas como eu disse, o filme teve saldo positivo. A caracterização de Lupin ficou muito boa apesar de não termos aquela cena em que ele pede para ir com Harry. As cenas entre Ron e Hermione também foram ótimas, com momentos de comédia e romance. A tensão entre os dois foi bem feita, principalmente quando Ron vai embora e depois volta. As sequências de ação da invasão ao Ministério da Magia, de Nagini atacando Harry e Hermione em Godric´s Hollow e da briga na Mansão Malfoy foram as melhores de toda a série no cinema. Inclusive, até o momento tocante de Harry no cemitério dos pais foi muito bom e emocionante. A morte de Dobby também foi um ponto alto do filme.

O casal Ron e Hermione foi um dos pontos altos do filme…

O filme surpreendeu no roteiro. Daria nota 3 de 5.

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