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porMelissa de Sá

Discografia e História: The Runaways – PARTE 1: Born to Be Bad

Esse post faz parte do projeto Born to be a Runaways fan. A idéia é oferecer informação de qualidade sobre The Runaways para o público que não lê em inglês. Todas as informações contidas nessa série de artigos sairam de fontes e depoimentos ligados aos membros da banda. A bibliografia em inglês está no final desse post.

 Em 1975, Joan Jett (então Joan Larkin) conheceu o controverso produtor musical Kim Fowley na saída de um clube noturno (Rodney´s English Disco). Joan, então com 16 anos, disse que tocava guitarra e que gostaria de formar uma banda só de garotas. Foi através de Kari Chrome, uma garota de 14 anos com quem Joan costumava sair às vezes para baladas glam rock, que Joan ficou sabendo de Fowley, que achou a idéia bacana e perguntou se Joan tinha uma demo. Ela nem sabia o que era uma demo. Vale lembrar que Kari Chrome contribuiu com algumas letras para The Runaways, entre elas “Thunder” e o clássico “California Paradise”. Ler mais

porMelissa de Sá

Born to be a Runaways fan – The Runaways fan tribute

This post has an English and a Portuguese version / Esse post tem uma versão em inglês e em português.

Next month Main Records is going to release Take it or Leave It: A Tribute to the Original Queens of Noise: The Runaways. The 2-dics album features 36 tracks performed by many bands including an “American Nights” version featuring Cherie Currie herself and a last recording by Sandy West. Click here for more information about the album. The setlist:


  1. Queens of Noise (The Donnas)
  2. Black Leather (Shonen Knife)
  3. I Love Playin’ With Fire (The Binges)
  4. Heartbeat (Bebe Buell Band)
  5. Lovers (Deena & The Laughing Boys)
  6. California Paradise (Frankenstein 3000)
  7. Wasted (Delirium Tremens)
  8.  Wild Thing (Richie Scarlet)
  9. Neon Angels On The Road To Ruin (Blue Fox)
  10. Is It Day Or Night (The Easy Outs featuring The Doughboys Gar Francis)
  11. Little Lost Girls (Laura Warshauer)
  12. C’mon (White Flag)
  13. You’re Too Possessive (Cali Giraffes featuring The Fastback’s Kim Warnick)
  14. You Drive Me Wild (Tara Elliott & The Red Velvets)
  15. Thunder (Planet Sorrow)
  16. Yesterday’s Kids (Robbie Rist)
  17. Little Sister (Serpenteens)
  18. School Days (The Adolescents)
  19. Dirty Magazines (Blue Fox featuring Sandy West)
  20. Cherry Bomb (The Dandy Warhols)
  21. Hollywood (Richard Barone)
  22. Saturday Night Special (Care Bears On Fire featuring Earl Slick)
  23. Gotta Get Out Tonight (Derwood Andrews)
  24. Blackmail (David Johansen)
  25. Trash Can Murders (The Ribeye Brothers)
  26. Rock N’ Roll (Digger Phelps)
  27. Born To Be Bad (Toilet Boys)
  28. Midnight Music (The Swales)
  29. American Nights (Frankenstein 3000 featuring Cherie Currie)
  30. I Wanna Be Where The Boys Are (F-13)
  31. Gettin’ Hot (The Stay At Homes)
  32. Fantasies (Kittie)
  33. Waitin’ For The Night (Starz)
  34. Secrets (Jack Brag)
  35. Don’t Go Away (Clinical Trials)
  36. Dead End Justice (Kathleen Hanna, Peaches & Ad-Rock)

http://www.kikaxemusic.com/news/covered/item/3638-all-star-tribute-to-the-runaways-coming-in-june-full-tracklisting-and-participating-artists-revealed

After seeing this tribute to the band, I´ve decided to launch a fan tribute myself. It´s a project called Born to be a Runaways Fan.

The idea is that we – the Runaways fans – do something in order to celebrate the band. And it can be done in many ways. You can post something about them on your Facebook Profile or your blog; you can comment on a song lyrics; you can post a photo; you can post a video on Youtube; you can record yourself singing something; you can dance; you can tell your story about the first time you listened to the band; you can talk about how much your friends just don´t understand why you´re so fucking in love with the band; you can do whatever you want to express you´re a Runaways fan. All you have to do is use the banner and spread the news to Runaways fans. Feel free!

Let´s rock!

Clique  para ler a versão desse post em português. Ler mais

porMelissa de Sá

O que é a verdade, o que é ser mulher e o que isso tudo tem a ver com The Runaways

Então, vamos começar do começo. E esse começo vem de uma idéia antiga para um post complicado sobre essa questão básica de “O que significa ser mulher? O que é expressar feminilidade?”. É o tipo de pergunta que não tem uma resposta pronta, direta. É o tipo de coisa que a gente pode divagar, discutir, pensar junto. Acredito que não possa ser respondido. E isso só daria um post – dando continuidade ao post da Sandy – enorme . Enorme mas talvez que as pessoas não fossem achar interessante porque seria longo e meio repetitivo. O que me leva à questão da verdade, que até comecei a questionar no post sobre o Carnaval, mas que também daria uma discussão longa e repetitiva. Me veio então a idéia de outro post sobre The Runaways que também seria longo e cansativo. A solução? Juntar os três temas numa coisa só. Ler mais

porMelissa de Sá

Sandy agora é Devassa

O video fala por si só:

Então, classificar mulheres em santas ou vadias sempre existiu na história da humanidade. O imaginário construído em torno do corpo feminino sempre prezou essas duas categorias, como se uma mulher fosse um extremo, nunca uma coisa no meio. Aceitar e reafirmar essa idéia é contribuir para um sistema que oprime as mulheres e sua definição como indivíduo. Okay, mas o que isso tem a ver com a Sandy?

Ué, tem tudo a ver com a Sandy. Afinal, durante muitos anos ela foi categorizada no lado Santa/Virgem/Boazinha enquanto outras cantoras, por exemplo, a Wanessa Camargo, era mais pro lado da Demônia/Vadia/Maliciosa. Então a Sandy resolveu que não queria mais ser vista como Santa/Virgem/Boazinha, porque poxa, afinal ela é um ser humano em toda a sua complexidade que não pode ser simplesmente rotulado sem mais nem menos por uma sociedade injusta e preconceituosa. E aí temos toda a batalha de Sandy para mostrar que tinha o seu “outro lado”:

Admito, eu vivo maquiada
Minha vida é mesmo tão sofisticada
Saiba, esse glamour não dura o tempo inteiro
Eu também preciso ir ao banheiro

A princesa também sente,chora,sofre,
Sonha e ouve não
Eu prefiro a verdade a essa discutível perfeição

http://www.vagalume.com.br/sandy-leah/discutivel-perfeicao.html#ixzz1GUZmBAXK

Okay, todo mundo realmente é assim e não tem problema algum em querer mostrar o que você realmente acha que é, se libertar de amarras, de rótulos, de antigos preconceitos. O problema é que, óbvio, ninguém comprou essa (a música é bem ruim, né? Sorry XD). Não que não tenham comprado porque é mentira, mas porque a sociedade, como eu disse antes, está acostumada em dividir as mulheres em dois grupos: ou é santa ou é vadia. Não tem a categoria normal!

Ciente de que não estava dando certo, Sandy deixou esse lance pra lá e foi fazer carreira solo, casar, viver a vida. Sumiu por um tempo. Até que agora volta e decide que, bem, já que não tinha dado certo se mostrar normal e ser santa era um saco, então vamos ao lado Devassa!

De um extremo ao outro. Tentar se livrar de um rótulo caindo em outro. É uma estratégia que até funcionou com outras cantoras. Quer dizer, alguém ainda acredita que a Britney Spears foi assim?


“Liberar geral” com o rótulo de devassa surtada libidinosa e, muito questionavelmente, autêntica traz toda uma carga negativa. É engraçado, a sociedade te rotula “okay, ela é devassa” mas depois te escracha por isso. Ou alguém ainda tem dúvidas de por que a mesma Britney virou isso?

Tentar ser normal é algo que simplesmente não é aceito e se alguém tentar, vai receber o rótulo de esquisitona, potencialmente sapata, por insistir nessa idéia absurda é ser você mesmo.

Frequentemente taxada de chata por conta dos aaaaaaaaaaaah oooooooooooh uuuuuuuuuuuh em suas músicas.

"Que cabelo é esse? Como assim?" Dolores O´riardan, da banda irlandesa ´The Cranberries´ inspira suspeitas na sociedade em geral.

Luiza Possi, apesar de talentosa, não consegue engrenar a carreira porque simplesmente é normal demais. Muita audácia!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bjork inspira medo em geral. Um seleto grupo de fanáticos a adora, mas who cares???? Ela é autêntica demais!!

 

 

 

 

 

 

Essa questão toda é muito complicada e a grande maioria das mulheres talvez não consiga ter força o suficiente para bater o pé e sair fora da dicotomia santa/demônia. E não vamos culpá-las, pois é uma decisão difícil e que envolve muito preconceito.

Agora, voltando à Sandy. O assunto tem sido debatido imensamente, com gente defendendo e atacando a moça. A coisa chegou a tal ponto que programas de rádio têm feito uma espécie de bate-papo com seus ouvintes masculinos com a seguinte pergunta: “Você prefere a santinha ou a devassa?” A resposta, obviamente, é a mesma batida de sempre: “Se for pra pegar, a devassa; mas se for pra casar, a santinha”. Como se não existesse alguma coisa no meio. Mas enfim, não é objetivo desse post discutir isso.

Qual meu problema com a Sandy devassa? Simplesmente porque não combina! É forçado, é artificial, é não-natural, é ensaiado, é moldado, é ridículo. I´m sorry, Sandy, mas você não nasceu pra pole dance nem pra danças sensuais. Simplesmente não combina com você, aceite isso!!!! Eu também não consigo cair nesse esteriótipo, pra mim não cola. Vamos viver com o que somos? Poxa, a Sandy é carismática, não é devassa. Reveja o video lá de cima e veja como a coisa tá simplesmente fora. E isso não porque acho que ela é santa, mas porque acho que ela é normal, que não entra no perfil feme fatale. Além disso:

Poxa, por que você faz propaganda de um produto que não gosta? Pra que você precisa fazer essa propaganda, Sandy? Você tem dinheiro, tem uma carreira, tem investimentos. E ainda mais de bebida alcoolica, que é uma indústria absurda, que engana e seduz as pessoas. Por que? Só pra querer sair do perfil santinha? Se você queria tanto assim, por que não tentou ser uma mulher de verdade? Por que querer ser ela?

 

Se você pode ser simplesmente você?
porMelissa de Sá

Resenha de Filme: The Runaways

Esse é um post sobre o filme. Se você estiver interessado na história da banda, clique aqui.

Os comentários em vermelho foram feitos depois que pesquisei melhor sobre a banda.

The Runaways é a celebrada primeira banda de rock formada só por garotas da década de 70.  Se você acha que não conhece, digita no youtube “Cherry Bomb” e vai perceber que sim, você já ouviu isso em algum lugar. Até porque a líder da banda era ninguém menos que Joan Jett (de “I love Rock and Roll”). Ano passado, a história desse bando de meninas de 15 anos (sim, 15 anos!) rebeldes e surtadas virou filme estrelando Kristen Stewart e Dakota Fanning, como Joan Jett e Cherrie Currie, respectivamente.

A premissa do filme é boa no início. Imagine o ano de 1975 com todo o punk rock, glam rock, caras vestidos de mulher, curtição, início da disco music. Agora imagine uma menina de 15 anos que quer ser roqueira. Imagine que essa menina veste roupas de homem, anda como homem, fala como homem, até faz xixi como homem! Agora imagina que essa menina fica de fora das bandas de rock simplesmente porque é menina. Porque com toda liberação sexual dos anos 60, mulheres no rock ainda era tabu. Simplesmente porque mulher é groupie, não é da banda. Ler mais

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