Arquivo de tag mulheres

porMelissa de Sá

Feliz Aniversário, Joan Jett!!!

Hoje é aniversário de uma das figuras femininas mais importantes da história do rock: a filadelfiana de nascimento, californiana de música e novaiorquina de sotaque Joan Jett!

Joan Marie Larkin nasceu em um 22 de setembro exatos 53 anos atrás. O nome Joan Jett veio em 1975, pouco antes de ela entrar para a primeira banda de rock formada somente por mulheres, The Runaways. Aos treze anos, pediu uma guitarra de Natal para os pais e ganhou uma! Depois de ter tido uma experiência ruim com um professor que se recusava a ensiná-la a tocar rock (a cena está no filme The Runaways, em que Kristen Stwart interpreta Joan, e é uma das poucas cenas verídicas do filme), comprou um livro de “como aprender a tocar guitarra sozinho” e aprendeu na marra. A primeira música composta por Joan foi “You Drive Me Wild”, gravada pelas Runaways em 1976. Ler mais

porMelissa de Sá

Resenha de Livro: Neon Angel – A Memoir of a Runaway: Um soco no estômago

Alguns meses atrás li Neon Angel – A Memoir of a Runaway (sem tradução no Brasil) e confesso que demorei algum tempo para decidir qual era minha opinião a respeito do livro. Essa “lerdeza” vem por conta do conteúdo ao mesmo tempo inacreditável mas realista, dramático mas seco, aumentado mas eufemizado, cru mas cheio de detalhes.

O livro é a biografia de Cherie Currie, da famosa e notória banda dos anos 70 The Runaways (se você está lendo esse blog e não viu nada de The Runaways ainda clique na barra aí ao lado que tem links aos montes). Escrita efetivamente por Tony O´Neil (porque não, Cherie não é escritora apesar de ser uma habilidosa escultora em madeira utilizando uma motosserra – não estou brincando) a partir dos relatos da própria Cherie, o livro conta a conturbada (é, é a palavra que mais se aproxima) da eterna Cherry Bomb. Ler mais

porMelissa de Sá

Discografia e História: The Runaways PARTE 3: Queens of Noise

Demorou, mas saiu o terceiro post sobre a trajetória de The Runaways que, mesmo depois de 3 meses, ainda continua como  termo mais procurado do blog seguido de “Jackie Fox”. Obrigada a todos que procuraram e comentaram. Esse blog tem orgulho de ser uma das poucas fontes seguras sobre The Runaways em português.

Só pra lembrar, esse post faz parte do projeto Born to Be a Runaways Fan e toda a informação veiculada foi retirada de declarações feitas pela própria banda. Para ler os posts anteriores, clique aqui.

Paramos em 1976 às vésperas da turnê da banda pela Europa. O último show da turnê nacional em solo americano foi no famoso Starwood L.A em Los Angeles, no dia13 de setembro. Kim Fowley recentemente contou em seu Facebook que o Led Zepepelin assistiu a esse show e que no final da apresentação, Robert Plant disse: “Isso funciona!”. O show é um marco histórico da banda, mas não só pelo reconhecimento artístico. Segundo a autobiografia de Cherie Currie, foi nesse show que ela vestiu pela primeira vez o infame espartilho branco. O traje que seria para sempre associado à sua imagem. Ler mais

porMelissa de Sá

Chique é ser inteligente (ou o que as revistas femininas fazem você acreditar)

Elas estão em toda parte: em salas de espera de médicos e dentistas, no salão de beleza, na biblioteca de escolas, na mesa daquela sua colega de escritório, dando sopa na cestinha de revistas de um banheiro. As revistas femininas tomam o mercado editoria com tiragens enormes, tudo isso apostando numa variedade absurda, que vai agradar vários gostos.

Para as mais sofisticadas, Marie Claire. Para as mais modernas e esportivas, Claudia. Para as mais comportadas, Criativa. Para as adolescentes mais saidinhas, Capricho. Para as adolescentes mais recatadas, Atrevida. E vão aí inúmeras outras. Variando a faixa, as capas sempre mostram uma celebridade maravilhosa com uma frase de impacto e os assuntos são os mesmos:

  • o que você deve vestir e que dieta você deve fazer para ficar em forma (Moda & Beleza);
  • o que você deve fazer para arrumar um namorado ou manter o seu namorado/marido/parceiro/peguete (Comportamento);
  • e o que você deve pensar (Carreira, Celebridades e Assuntos Polêmicos)

Todas elas têm uma única premissa: a mulher moderna e inteligente. Mas quem diabos é essa mulher?

A primeira foto que aparece no google images quando você digita "mulher moderna e inteligente". Pra quem não reconheceu, essa é a Katie Holmes, mulher do Tom Cruise. É, aquela mesma que não pode mais fazer cena de beijo por conta do maridão.

Basicamente a mulher moderna e inteligente domina 3 grandes aspectos da vida (e sim, já li essas revistas então posso falar):

  1. Ela é alta, magra, tem os cabelos impecáveis, veste-se com estilo, acompanhando todas as tendências da moda. Se a genética não permite, vamos apelar para as dietas loucas, saltos, itervenções cirúrgicas e tudo mais.
  2. Ela está sempre acompanhada. Se não tem namorado/marido/parceiro/peguete, sabe exatamente o que fazer para arranjar um. Tem todos os truques da sedução. Sabe de cor qual o melhor olhar para dizer que está a fim, sabe cruzar as pernas, sabe até aquela posição 57 tântrica que vai deixar qualquer um maluco. Se é casada, não dorme de blusão, só de lingerie sexy e badala com o maridão (sim, ele é um maridão) sempre. Se tem filhos, é uma super mãe. Leu todos os livros de psicologia infantil do momento, toma conta dos meninos, troca fralda enquanto aplica uma máscara nos cilhos.
  3. Ela tem um emprego sensacional. Mas não estamos falando aqui de um bom emprego. As mulheres modernas e inteligentes nunca são professoras, recepcionistas, biólogas ou analista de sistemas. Elas são designers, DJs, altas executivas, decoradoras, especialistas em look ou ocupantes de algum cargo impronunciável que você provavelmente não vai entender.

Em outras palavras: essa mulher não existe.

É isso mesmo, você que acreditou em tudo que as revistas te disseram e que está se matando para dar conta de tudo na sua vida, gastando seu salário em cosméticos e em roupas caríssimas. Respira. E não, nem a Katie Holmes é assim. Ninguém é asim porque isso é impossível. Quer uma prova?

Você acha essa mulher gorda ou “gordinha” (como dizem os eufemismos da vida)?

Pois de acordo como Google, ela é sim. Ao digitar “mulher gordinha” no Google aparece essa moça, modelo de plus size. Plus size? Gente, desde quando 42, 44 ou 46 virou plus size? Desde quando ser normal virou usar 34 e 36?

Agora vamos digitar “mulher” no Google. Olha só que aparece:

Olha que meigo. Magrinha, maquiada e com uma rosa na mão… Que é que andam te dizendo sobre você mesma, hein?

No mundo dito real ninguém consegue ter um super emprego, um super relacionamento e ser uma super mãe. Quem não consegue (ou seja, todo mundo) entra numa paranóia e se acha uma fracassada. Como assim eu não consigo trabalhar o dia inteiro, cuidar das crianças, andar super arrumada e fazer sexo loucamente com meu namorado/marido/parceiro/peguete? Eu sou uma fracassada!

Não, querida, você é mulher mesmo. Um ser humano. Que não dá conta de tudo. Que tem altos e baixos. Que às vezes vai super bem no trabalho mas a vida pessoal tá uma droga. Que às vezes dá atenção pros filhos mas tá cansada deles. Que às vezes tá numa maré ruim. E daí?

As revistas femininas vendem uma imagem de que a mulher moderna e inteligente é normal. Que ela tem que dar conta de tudo para ser realmente considerada mulher. Vendem a imagem que nós mulheres temos que ser a celebridade da capa. Mas olha só que coisa, se nem a celebridade da capa é perfeita…

Até que ponto todas aquelas dicas ali realmente estão pensando em você? A dieta é realmente para você baixar o nível de colestorol ou é pra você ficar mais parecida com a modelo? Aquela sequência de exercícios físicos é pra te tirar do sedentarismo ou é pra deixar a sua barriga tanquinho que nem a da Gisele? Aquele jeans realmente vai te fazer sentir mais confiante? E aquela posição 57, é realmente pra você aproveitar? E se é, por que o nome da matéria é 99 maneiras de deixá-lo louco?

Numa embalagem pseudo-feministas, essas revistas vendem uma mentira. E endossam ainda mais o ponto de vista de que para ser mulher você tem que casar com um cara lindo, que te diz o que fazer, ter um super emprego e ganhar muito dinheiro, cuidar dos filhos loucamente e andar na moda.

Ah, agora entendi porque a imagem da Katie Holmes apareceu.

Olha a famíla da mulher moderna e inteligente... *ligar a ironia aqui*

porMelissa de Sá

5 Coisas que eles te falaram sobre o Feminismo (e que você acreditou)

Posso dizer que me tornei feminista em janeiro deste ano depois de ler a Norton Anthology of Literature by Women. Já comentei a respeito dessa leitura nesse post. Comecei a ler livros teóricos sobre o assunto – na minha área que é literatura – e a ler blogs, dentre eles o famoso Escreva Lola Escreva. Pode parecer ingenuidade, mas foi quando eu percebi que existe gente que odeia feminismo. Quer dizer, eu sempre soube que machistas existiam e que por uma consequência natural, seriam contra o feminismo. Mas eu nunca achei que as pessoas poderiam odiar tanto uma linha de pensamento e pior, odiar baseando-se em idéias completamente erradas e distorcidas. E aí vão algumas delas:

5. Toda feminista é lésbica. Se não for publicamente, é uma enrustida.

Engraçado que várias pessoas me falaram isso quando eu comecei a me auto-declarar feminista. Sério. Gente que me conhece já faz anos me olhou de um jeito estranho como se de repente eu tive ficado verde. Não pessoas, nem toda feminista é lésbica. Existem feministas lésbicas? Claro. Como também existem feministas homens (sério). Uma das grandes premissas do feminismo é a liberdade sexual, o direito de escolha da mulher sobre o que fazer com a sua sexualidade. Se ela quiser expressar sua sexualidade com outra mulher, well, é uma escolha pessoal. Mas não existe essa de feminista=lésbica. Isso foi a TV que te contou.

4. As feministas querem tomar o lugar dos homens.

Quê? Primeiro, existe um “lugar dos homens”? Existe uma linha pintada no chão onde os homens ficam com a plaquinnha “Lugar dos homens – mulheres se afastem”? O feminismo não quer tomar nada de ninguém, só quer igualdade. Ninguém vai sair por aí roubando emprego de homem ou batendo em homem na rua (isso, pessoas, é o machismo que faz). O feminismo só luta pelos mesmos direitos o que se significa que se uma mulher quiser ser piloto de avião ela tem o direito a fazer uma prova, fazer o curso e ser aprovada se tirar boas notas. Feminismo luta por direitos iguais ou seja, as mesmas chances na vida.

3. Feminista que se casa não é feminista de verdade.

Engraçado que as pessoas têm a imagem de feministas como essas mulheres frias e sozinhas, morando numa casa entupida de livros, morrendo de rancor no coração. Que isso. Se o ponto principal do feminismo é a escolha da mulher, então ela tem direito de escolher se casar. Óbvio que casamento aqui não será aquele casamento da sua vó em que ela abaixava a cabeça, fazia comida duas vezes por dia, arrumava a casa sozinha e sem reclamar. Estamos falando de casamento em que haja uma união de verdade. Ou seja, as duas partes são responsáveis pelo funcionamento da casa e da relação, partilham suas obrigações e deveres, têm os mesmos direitos e compensações. Peraí, não isso que o casamento deveria ser a princípio mesmo?

2. Feminismo e machismos são duas linhas extremistas que não devem ser seguidas.

Esse é um pensamento muito confortável para a maioria das pessoas. Aquele discurso de que feminismo e machismo são dois lados da mesma moeda e que o bom mesmo é ser neutro. Não, você não é neutro. Neutralidade não existe. O feminismo não é uma linha extremista e não tem nada a ver com mulheres no comando dominando homens. Diferente do machismo, o feminismo respeita a liberdade de expressão, a diversidade, o direito de escolha, a voz das minorias.

1. Não há lugar para lutas feministas no mundo de hoje. As mulheres já têm seus direitos garantidos por lei.

De todos os pensamentos, esse é o mais perigoso. As mulheres têm seus direitos garantidos por lei, mas essa lei se cumpre ou é eficiente? E os casos de estupro? E a violência doméstica? E a discriminação? E a categoria “vadia” aplicada para mulheres com vida sexual ativa que não são casadas? E o fato que muitas mulheres bem qualificadas perdem a chance de um emprego simplesmente porque são mulheres? E o fato de que as mulheres ganham 20% a menos que os homens? E o preconceito? E as piadas de mal gosto? E não, isso não é paranóia, é a realidade. Em dúvida, dê uma olhada nas estatísticas do IBGE ou tente dar uma analisada nas tais “crenças populares”. Você ainda tem certeza que a mulher é tratada de uma forma justa comparada a um homem?

Enfim. É isso. *respira de alívio*

porMelissa de Sá

Discografia e História: The Runaways – PARTE 2: The Runaways

Esse post é a continuação de uma série que traz a trajetória de The Runaways, a primeira banda de rock formada exclusivamente por garotas. Para ler o post anterior sobre o início da banda em 1975 clique aqui. Lembrando que essa idéia faz parte do projeto Born To Be a Runaways Fan e que todas as informações foram checadas em fontes relacionadas à banda. O que é fofoca musical não confirmada, eu sinalizo. E mais uma vez, no final do post temos a bibliografia. Então vamos continuar de onde paramos: Jackie Fox se torna uma Runaway.

É engraçado como a formação clássica das Runaways cria um esteriótipo dos vários tipos de garota. Jackie Fox comenta o fato em seu blog (fazendo um paralelo engraçado entre The Runaways e Spice Girls) e mais tarde Joan Jett diz a mesma coisa nos comentários em audio do filme The Runaways (estrelado por Kristen Stweart e Dakota Fanning). Se cada Runaway era um tipo de garota, então que tipos são esses? Ler mais

%d blogueiros gostam disto: