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porMelissa de Sá

Qual livro você é?

Hoje um post do blog Viagem Literária me chamou atenção. A idéia é interessante, qual livro nacional eu seria? Sinceramente, não consegui pensar em nada de antemão. Fazendo o teste, o resultado foi:

  • Carmen, uma biografia, de Ruy Castro. [Biografia de Carmen Miranda.]
  • A paixão segundo G.H, de Clarice Lispector.
  • O Alquimista, de Paulo Coelho.

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Achei um resultado, no mínimo, inusitado.

Se você quiser fazer o teste, é só clicar aqui.

porMelissa de Sá

Lista de Livros Lidos em 2010

Começando as retrospectivas do ano, resolvi postar os livros que li 2010 pegando carona na idéia da Ily do blog Por Essas Páginas. Como sou aluna de Letras/Inglês, grande parte dos livros que li está em inglês [título em português vai na frente] e alguns deles fizeram parte da leitura obrigatória do meu curso. Incluí somente obras completas, ou seja, romances e peças de teatro. Poemas e contos ficaram de fora.

Eu queria muito, mas a lista não está na ordem de leitura.

  1. Death of a Salesman – Arthur Miller [A Morte do Caixeiro Viajante]
  2. Translations – Brian Friel [sem tradução]
  3. Riders to the Sea – John Synge [sem tradução]
  4. Comprometida – Elizabeth Gilbert
  5. The Dumb Waiter – Harold Pinter
  6. Look Back in Anger – John Osborne [sem tradução]
  7. A Christmas Carol – Charles Dickens [Um Conto de Natal]
  8. Crônicas do Mundo Emerso Vol.1 – A Garota da Terra do Vento – Licia Troisi
  9. Crônicas do Mundo Emerso Vol.2 – A Missão de Senar – Licia Troisi
  10. Crônicas do Mundo Emerso Vol. 3 – O Talismã do Poder – Lícia Troisi
  11. Oryx and Crake – Margaret Atwood [Oryx e Crake]
  12. The Year of the Flood – Margaret Atwood [sem tradução]
  13. The Handmaid´s Tale – Margaret Atwood [O Conto da Aia]
  14. The Importance of Being Earnest – Oscar Wilde [A Importância de Ser Prudente]
  15. Pygmalion – Bernard Shaw [Pigmalião]
  16. Energia – Robson Pinheiro
  17. A Caminho da Luz – Chico Xavier por Emmanuel
  18. Frankenstein – Mary Shelley
  19. He – Robert A. Johnson
  20. Artemis Fowl – O Código Eterno – Eoin Colfer
  21. Artemis Fowl – A Vingança de Opala – Eoin Colfer
  22. Ave, Cristo – Chico Xavier por Emmanuel
  23. Stonehenge – Bernard Cornwell
  24. Nick e Nora – Uma noite de amor e música – Rachel Cohn & David Levithan
  25. Contos do Esconderijo – Anne Frank
  26. O Dia do Curinga – Jostei Gaarden
  27. Grande Sertão: Veredas – João Guimarães Rosa
  28. A Misteriosa Chama da Rainha Loana – Umberto Eco
  29. The Narcissistic Paradox – Linda Hutcheon [sem tradução]
  30. The Lion and the Jewel – Wole Soyinka [sem tradução]
  31. A Raisin in the Sun – Lorraine Hansberry [sem tradução]
  32. Duma Key – Stephen King

Total: 32 livros.

Em verde, meus favoritos.

Agora as releituras:

  1. Desventuras em Série – Mau Começo
  2. Desventuras em Série – A Sala dos Répteis
  3. Desventuras em Série – O Lago das Sanguessugas
  4. Desventuras em Série – Serraria Baixo-Astral
  5. Desventuras em Série – Inferno no Colégio Interno
  6. Desventuras em Série – O Elevador Ersatz
  7. Desventuras em Série – A Cidade Sinistra dos Corvos
  8. Desventuras em Série – O Hospital Hostil
  9. Desventuras em Série – O Espetáculo Carnívoro
  10. Desventuras em Série – O Escorregador de Gelo
  11. Desventuras em Série – A Gruta Gorgônea
  12. Desventuras em Série – O Penúltimo Perigo
  13. Desventuras em Série – O Fim

Todos de Lemony Snicket, claro.

Total: 13 livros.

Devo ler mais alguma coisa até o fim do ano, mas fica aí a minha lista que pretendo expandir ano que vem. E não esqueçam de pedir livros no Natal!

porMelissa de Sá

Resenha de Livro: Contos do Esconderijo – Sobre felicidade

No começo do ano, minha amiga Amanda e eu trocamos livros. Sabe como é: temos um gosto literário bem parecido e de vez em quando fazemos um escambo. Nessa útima leva, Amanda levou o primeiro volume de A Torre Negra, O Guia do Mochileiro das Galáxias e o último volume de Fronteiras do Universo, A Luneta Âmbar e eu fiquei com Artemis Fowl – A Vingança de Opala, O Dia do Curinga e um livro fininho chamado Contos do Esconderijo. Li primeiro Artemis Fowl (que preciso devolver ainda rs), depois O Dia do Curinga. Começa o drama da faculdade e o tempo de leitura cai consideravelmente. Em quatro meses minha vida de leitura se reduzia a e-mails e contos e romances canadenses pra faculdade. Entrei de férias e decidi terminar de ler minha pilha de “livros emprestados” o que me levou à pilha da Amanda, cujo único volume restante era Contos do Esconderijo.

Esse livro é uma coletânia de fábulas, contos, histórias e ensaios escritos por Anne Frank (ela mesma, fugitiva na segunda guerra mundial). Conheço Anne Frank, óbvio, e eu sabia que a Amanda é simplesmente apaixonada pela história dela, mas eu nunca realmente tinha parado pra pensar sobre ela, sabe. Nunca tinha chamado meu interesse. Meus pais leram o diário, mas eu não sei porque nunca li. Ficava sempre pra uma próxima uma próxima uma próxima… Completamente despreocupada comecei a ler Contos do Esconderijo e fiquei completamente sem palavras à medida que ia lendo…

Eu sei que a Teoria da Literatura vai rejeitar tudo que vou dizer agora, mas PROBLEMAS, eu preciso dizer: como é que alguém que viveu anos dentro de um porão consegue falar sobre felicidade de uma forma tão… viva?????????? Eu fiquei com vergonha, essa é a verdade, com vergonha mesmo de reclamar da minha vida e fazer draminha mi mi mi mi. É simplesmente assombroso. Anne Frank escreveu sobre fadas e elfos, sobre meninas solitárias, sobre a guerra, mas em todas as histórias, absolutamente em todas, estavam temas como caridade, amor pela natureza, amor ao próximo. As discussões que ela traz sobre a existência de Deus e sobre a natureza dos homens são extremamente complexas para uma menina da idade dela (ela seria uma escritora genial se tivesse sobrevivido ao campo de concentração) e no fim há sempre uma visão positiva, uma luz no fim do túnel.

Quando terminei de ler um livro fiquei sem palavras; não conseguia nem pensar direito! Como se pode ter vislumbres de felicidade e amor numa situação como aquela? Eu me sinto pequena por não poder ser capaz de enxergar o amor no mundo em situações difíceis na minha vida como perder um ônibus ou chegar cansada do trabalho. Shame on me. Como é que a gente vive procurando ser feliz e não dá a mínima pra felicidade que está ao redor de nós?

Talvez o grande lance da vida seja ser capaz de, num momento de extrema tristeza, oferecer felicidade a alguém. Mesmo que você esteja preso num porão.

porMelissa de Sá

Resenha de Livro: Stonehenge: guerra, sangue, homens suados, essas coisas

Comprei esse livro em novembro do ano passado e terminei de ler ontem. Não, não é porque o livro é ruim, mas porque eu não tive tempo mesmo. Na verdade, gostei bastante do livro que é bem naquele estilo do Bernard Cornwell: uma história masculina até o último grão de poeira.

Nesse mundo literário com correntes de escrita feminina e coisa e tal eu classifico Cornwell como um escritor de escrita masculina. E antes que alguém venha com o comentário óbvio “mas ele é homem!” eu explico que escrita feminina e masculina não tem nada a ver com o sexo do escritor e sim com as características do texto escrito. Proust, por exemplo, é um escritor de escrita feminina. Pode ter uma mulher que escreva com numa escrita masculina também… Voltando ao Cornwell… Adoro! Com certeza As Crônicas de Arthur é uma das melhores séries que giram em torno do Rei Arthur (e olha que já li um bocado), mas cuidado: ele é a antítese de As Brumas de Avalon, então não espere mulheres tomando a frente porque o lance do Cronwell é homem suado indo pra guerra fedendo depois indo transar com a esposa sem tormar banho carregando a cabeça do inimigo num cesto. Eu falei, masculino até o talo. As mulheres nos livros do Cornwell ou são loucas varridas ou são submissas e pacatas. Eu até me sentia incomodada com isso até que comentei o fato com meu namorado e ele disse: “Bem, você queria o quê? Mulher da Idade Média ou pior, da Idade da Pedra queimando sutiã e fazendo grandes coisas? Duas opções: ou ela é dona-de-casa ou ela é louca”. Pois é…

Stonehenge, como os outros livros do autor, é uma ficção com algum embasamento histórico ou seja: os personagens e acontecimentos narrados são totalmente fictiícios, mas os lugares e o background são descritos baseados em documentos históricos. O problema do Stonehenge é que não tem documento histórico porque aquele círculo de pedras data de 3.000 a.C! Gente, a história se passa na Idade do Bronze. Eu juro que antes de ler esse livro não conseguia nem imaginar como desenvolver uma história na Idade do Bronze que é tipo uma evoluçãozinha da Idade da Pedra!

O livro é em terceira pessoa mas tem foco narrativo em Saban, um dos filhos do chefe da tribo de Rhatarryn. Ele é um homem mais sensível, quer dizer, o máximo que se pode ser sensível no período neolítico o que basicamente significa que ele não sai matando todo mundo quando dá na telha. Gostei bastante do personagem, ele realmente cativa. A história começa quando ele é criança e vai até sua velhice o que é fascinante. Aliás, as reviravoltas da narrativa são muito legais! Quando você pensa que okay, agora esse povo cansou, aparece mais uma coisa e tudo vira de cabeça pra baixo.

A teoria da construção do Stonehenge no livro é de que o templo serviria para unir os deuses do sol e da lua (por isso o círculo de pedras acompanharia de forma tão perfeita os solstícios e as fases lunares). E a idéia de construir o templo é de Camaban, irmão de Saban, um dos personagens mais doidos varridos em termos de messianismo que eu já vi. Uma intricada rede de acontecimentos ronda a idealização/construção/pseudo-finalização do Stonehenge dentre eles casamentos, guerras, brigas, guerras, problemas de transportes de pedras de 10 toneladas quando não se existem guindastes, guerras, etc.

O livro me surpreendeu em vários momentos e achei que foi verossímil na medida do possível (a não ser que você seja um historiador do período neolítico). Os personagens são muito bem construídos e a narrativa é feita de um jeito dinâmico, sem muito bla bla bla. Como eu disse, é masculino: na lata e sem rodeios. Meu único problema na hora de ler foi que as descrições de construção não me ajudaram em nada. Por exemplo, o cara falar que vai construir um apoio oblongar para impulsionar a pedra que ficará num ângulo de não sei quantos graus é grego pra mim. Eu não entendo descrições matemáticas! Me senti burra, sério mesmo. Não conseguia visualizar! Descobri que só entendo descrições de lugares por metáforas e comparações. Tem hora que eu realmente acredito nesse lance de diferença entre cérebros de homens e mulheres. Tipo que homem vê mapa por comparação geométrica e mulher vê por referências.

Recomendo Stonehenge pra se ler nessas férias!

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