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porMelissa de Sá

Experiências Musicais: The Ballad of Ron and Hermione

O resultado da enquete foi por “The Ballad of Ron and Hermione”. Acho que não tinha outro jeito, com tanto amigo R/H…

Bem, eu escrevi essa música em 2007, na mesma época que fiz as outras. Por algum motivo, nunca ficava satisfeita com a versão e decidi engavetar. Mas aí esse ano, no revival de Wizard Rock, decidi desenterrar a coitadinha e gravar uma versão nova e fresca, mas com a mesma letra e os mesmos acordes. Resolvi manter o clima baladinha mesmo, só com voz e violão, não fiz nem segunda voz. Estilo bem cru mesmo. Mas não estou 100% satisfeita, mas tudo bem. hahaha

Fiz essa música pensando no capítulo em que Ron deixa Harry e Hermione em Harry Potter and the Deathly Hallows. A idéia veio quando li que o Harry disse que a Hermione não tinha coragem de falar do assunto, mas que sempre chorava baixinho à noite.

Dedico essa música a todos que foram R/H desde o começo e até o final, principalmente aos companheiros lá no Not As a Last Resort. 🙂

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Link para download: http://www.4shared.com/mp3/VC5EYzhn/Melissa_Hogwarts_-The_Ballad_o.html

The Ballad of Ron and Hermione

I begged you to come back

But you left me alone in the rain

Now it´s just Harry and me

Things are not what they used be

Your place is still here

And Harry misses you

But certainly is not in the way I do

Why don´t you come back and say that you´re sorry?

Why don´t you come back so we can start our story?

You were the first boy who made me cry

But you were the first boy to save my life

Ron, I feel that half of me has gone away with you

I feel that you complete me

In a strange way but you do

Sometimes I think you´re still here

When I close my eyes you´re so near

A guy came from Bulgaria just to show I was a girl

And what I feel for you is so strong I hope you know

And come back

E como prometi à Lany nos comentários do último post, no Natal vai ter mais uma música. Mas vou ter que dar voto de Minerva porque elas ficaram empatadas! há!

Comentem! 🙂

porMelissa de Sá

Qual é a sua [casa de Hogwarts]?

Não precisa ser necessariamente um fã fanático de Harry Potter para ter se perguntando algum dia em qual casa de Hogwarts você cairia. Qualquer pessoa que tenha visto os filmes fica com essa curiosidade, fato que justifica os milhões de testes online para casas de Hogwarts.

Ah... o brasão de Hogwarts...




Para quem não sabe, Hogwarts é dividida em quatro casas: Grifinória (Gryffindor), Sonserina (Slytherin), Ravenclaw (Corvinal) e Hufflepuff (Lufa-Lufa). Se você não sabe o que é Hogwarts, então talvez ler esse post não faça muito sentido.

A questão é que para os fãs fanáticos (eu incluída), a cerimônia de seleção é importantíssima. Na série Harry Potter, todas as dúvidas são resolvidas quando a Profa. McGonagall chama seu nome, você anda cambaleantemente até um banquinho e enfia um chapéu velho e surrado na cabeça. Depois de algumas deliberações o chapéu grita a casa em que você vai ficar.

Insanamente nós fãs ficamos tão nervosos quanto Harry...

E como não podemos contar com o Chapéu Seletor, nos resta a especulação. Existem muitas teorias sobre o que faria pessoa X ir para a casa Y ou Z, algumas divulgadas pela própria J.K. Rowling. Mas no geral temos um esqueminha de comum acordo que fica assim:

  • Grifinória: casa dos corajosos. Normalmente idealistas que lutam por uma causa até o fim. Tendem a se gabar um tanto e têm um forte senso de justiça.
  • Sonserina: casa dos ambiciosos. Aqueles que fazem de tudo para conseguir o que querem. Sonserinos tendem a se gabar muito de seus feitos e costumam ser perseverantes no que querem.
  • Corvinal: casa daqueles que valorizam a inteligênica. São tidos como excêntricos às vezes e prezam a intelectualidade. Normalmente não lidam bem com falhas.
  • Lufa-Lufa: casa dos esforçados. Lufos são leais até o fim às pessoas de seu círculo e não têm medo de se dedicar para conseguir algo. O problema é que o excesso de cordialidade pode ser visto como ingenuidade por outras pessoas.

A questão é que nossa personalidade tem um pouco de tudo isso e pra maioria das pessoas é difícil decidir o que predomina sem a ajuda de um chapéu mágico.

Minha experiência com as casas de Hogwarts sempre foi marcada por uma incerteza. Como 99% das pessoas que começam a ler Harry Potter, no início eu achava que seria da Grifinória. Afinal, o próprio Harry é de lá e como tudo o que vemos é do ponto de vista dele, a Grifinória é, disparada na frente, a casa mais legal. Quando entrei no fandom (comunidade de fãs) de Harry Potter eu me auto-declarava Grifinória e demorou um tempo até eu perceber que não era uma pessoa super corajosa. Então, bem, eu descartei a Grifinória. Mas se eu não era da Grifa, eu era o quê?

Essa pergunta flutuou na minha cabeça durante uns anos e eu não sabia muito bem como resolver. Foi então que comecei a ter afinidade em relação à Sonserina. Isso porque essa é a casa das pessoas ambiciosas, que correm atrás do que querem. Nessa época de final da adolescência, essa atitude tinha a ver comigo e eu fiquei um tanto feliz de ter aparentemente encontrado meu lugarzinho em Hogwarts.

O problema foi que depois de um tempo a dúvida voltou. No fórum que eu participo (o Not as a Last Resort), via várias pessoas com total certeza da casa que pertenciam e comecei a ficar pensativa: por que eu não tenho essa certeza? De fato eu me identifico com algumas coisas da Sonserina. Sério. É que existem muitos mitos em relação à casa. Na série, a Sonserina é alvo de prenconceitos, principalmente por parte do Ron (que sempre será meu personagem favorito!). É interessante ver como o mito da “casa do mal” vai sendo desconstruído ao longo dos livros, até o final em que alguns alunos da Sonserina (liderados pelo Slughorn) voltam para a Batalha de Hogwarts – detalhe: odiei terem mudado isso no filme! – e até mesmo com Harry dizendo para seu filho que não tinha problema algum em ir pra Sonserina.

Aí veio o Pottermore (para ler sobre o Pottermore, clique aqui) e o teste de Seleção de Casas criado pela própria J.K.Rowling. Tensão. Os fãs ficaram em polvorosa. Seria o ultimato final. E eu fiquei super ansiosa, porque, afinal, seria a minha chance de saber a qual casa eu pertenço.

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!

No dia que o Pottermore liberou meu acesso ao site, eu pensei: “Okay… se eu não cair na Sonserina, pra qual casa eu iria? Com certeza não Grifinória… Corvinal não tem nada a ver comigo… então… seria Lufa-Lufa, né?”.

E foi Lufa-Lufa.

Eu lembro que o site demorou a carregar o resultado. Depois das 10 perguntas (que não são tão óbvias assim nada, então não tem essa de dar “a resposta da Grifinória” ou “a resposta da Corvinal”), a página ficou amarela. E eu fiquei em choque. hahahaha Sei lá, eu fiquei assim sem saber direito como reagir. Aí, depois de quase um minuto encarando o texugo do brasão, é que eu fui clicar na mensagem de boas vindas. E foi muito legal.

A mensagem na verdade é o discurso do monitor da Lufa-Lufa para os alunos novatos. E começa desmistificando a idéia de que a Lufa é a casa menos inteligente de Hogwarts. Na verdade, Lufos atingem ótimos resultados, só não ficam por aí se vangloriando deles. E foi na hora que li isso que eu disse: “Bem, sou Lufa, afinal”. Daí o texto desenvolve falando o que significa o símbolo do texugo (animal pequeno, mas que quando provocado pode atacar animais maiores que ele), onde fica a sala comunal e como ela é, mais alguns bruxos importantes que eram Lufos. E o mais importantes: os Lufos são dedicados e esforçados.

Imagino que sempre terei um pé na Sonserina, mas me identifiquei com a Lufa. E bem, foi a J.K.Rowling quem disse! Isso tudo parece uma bobagem, mas saber a qual casa de Hogwarts eu pertenço é um alívio! Sério. Inclusive me ajudou a analisar alguns aspectos da minha personalidade. Eu sempre tendo a achar que nunca me esforço, e bem, eu me esforço sim! Me esforço bastante. O problema é que eu nunca acho que é suficiente. *workaholic mor*

Fora que o clima de não-competição na sala comunal da Lufa é bem legal. Eu realmente sou uma pessoa mais colaborativa e não gosto muito de competir. Eu acho que o trabalho de cada um tem seu mérito e que esse mérito depende do contexto. Talvez essa seja, afinal, minha diferença com a Sonserina, cujos membros pensam bem diferente.

E quanto a vocês? Qual é a sua casa em Hogwarts? Como foi que você descobriu que era dessa casa? Foi uma coisa fácil ou difícil de decidir? Não deixem de comentar!

porMelissa de Sá

31 de julho

Hoje eu acordei por volta das 10 (porque é domingo hehe), comi um pedaço de pão doce no café da manhã, fiz minha sequência de exercícios físicos, me chateei com algumas coisas, ri com outras, li alguns blogs que acompanho, atualizei meu blog de livros, entrei no Facebook, almocei, escrevi meu projeto, assisti um episódio de Guerra dos Tronos, estudei mais para o projeto e preparei aulas.

Mas hoje não foi um dia comum.

Hoje é 31 de julho, aniversário de ninguém menos que Harry Potter!

Se você é um fã de verdade da série sabe muito bem o que esse bolo significa...

A verdade é que me lembro do aniversário de Harry como se fosse o aniversário de um amigo. Alguém que você conhece bem, que compartilhou sua vida, que entende as suas piadas, que te confortou quando você estava triste. Aquele velho companheiro, que está sempre lá pra você.

Eu vou fazer 87 anos comemorando 31 de julho. Vou lembrar enquanto faço meus exercícios matinais, enquanto faço projetos, enquanto tomo café da manhã ou vejo um seriado. E como nos aniversários dos velhos amigos, antes do fim do dia, quando ele já pensa que esqueci, eu dou aquela ligação de “Feliz Aniversário!!!”.

Harry, essa é a minha ligação.

porMelissa de Sá

Minha Adolescência Clichê II

Sabe aquele esteriótipo da boa aluna que passa cola pros amigos, mata aula de Educação Física no banheiro feminino, leva bolada na cara no handball, usa uniforme quatro números maior que o necessário, não estuda pra prova mas tira nota alta, lê uma porrada de livros nas férias, gosta de bandas que ninguém conhece e tem um cabelo super cheio?

E eu também tinha (ainda tenho) dentes enormes! A diferença é que não, eu não fiquei fashion e bonitona que nem a Emma Watson...

Era eu!

Eu ainda não tenho certeza se sofri bullying na escola, mas algumas pessoas definitavamente me zuavam. Acho que a maioria dos professores gostava de mim e eu tinha amigos. Provavelmente assustava a maior parte dos meninos mas por mais incrível que pareça eu tive dois namorados na adolescência. O fato de eles terem feito um estrago na minha auto-estima é irrelevante. Ou não.

A verdade é que é estranho, aos quase 22 anos, olhar para os meus diferentes eus da adolescência. Aos 12 anos eu era definitavemente uma garota super confiante que não estava nem aí pra ninguém porque eu me achava bem legal. Já aos 14, minha auto-estima foi parar no pé e eu realmente fiz uma mexa vermelha no cabelo e comecei a andar com roupa preta. Aos 16 minha auto-estima melhorou e eu comecei a conviver com um grupo diferente de colegas, o que foi bom para minha habilidade de socialização. Tudo isso foi destruído aos 17.  Mas eu sempre sempre fui normalzona.

Quer dizer que nunca fiz nada incrivelmente doidão. Às vezes escuto algumas pessoas contando histórias incríveis de adolescência no estilo “saí de casa e voltei 5 dias depois de carona numa vã” ou “fui com um amigo pra uma boca de fumo e cheirei um troço estranho que me levou pro hospital mas eu contei pra minha mãe que tava com dor de barriga” e por aí vai. Eu fico pensando: onde vocês viveram? hahahahaha Porque eu, bem, eu era bem normal e a maior emoção da minha vida na época foi ter ganhado prêmios por escrever fanfics.

Aliás, por volta dos 15 anos minha vida era basicamente internet. Fóruns de Harry Potter, discutir Harry Potter, escrever Harry Potter. Isso era basicamente o que me fazia feliz. Porque era onde eu encontrava pessoas como eu, que não iam pra boca de fumo ou apareciam depois de dias na noitada (pelo menos não que eu saiba) e ainda por cima entendiam as minhas piadas. E bem, nada melhor naquela época do que receber o aviso de comentário do Fanfiction.net e alguém dizer que tinha chorado lendo uma fic minha ou morrido de rir.

Harry Potter acabou e esse tempo ficou para trás. Quer dizer, eu sempre vou tremer com uma referência a Ron/Hermione, sempre vou ser péssima em esportes, sempre vou gostar de bandas que ninguém conhece, sempre vou arrumar uma obcessão nova e meus dentes são grandes e não vão diminuir.

Alguém me diz o que isso quer dizer? hahahahaha

Eu só acho que se eu tivesse visto esse vídeo aos 14 anos, eu definitavemente teria me sentido menos sozinha.

Quem teve uma adolescência cliché e normal põe o dedo aqui que já vai fechar não adianta chorar nem espenear…

porMelissa de Sá

Resenha de Filme:Harry Potter e as Relíquias da Morte Surpreende

Finalmente uma adaptação da série teve um saldo positivo no fim das contas. Depois de fazer cinco filmes de roteiro fraco, Steve Kloves acertou a mão como roteirista e conseguiu fazer algo decente.

Em primeiro lugar, é preciso dizer que adaptação fílmica é uma tradução de algo que está na mídia literária para a mídia cinematográfica. Sendo uma tradução, toda adaptação fílmica acaba sendo uma interpretação que precisa se adequar à mídia cinema. Isso é óbvio, porque não faz sentido simplesmente usar todas as falas e descrições do livro no cinema e apesar de algumas pessoas acreditarem que esse é o caminho, além de inviável em termos de tempo e espaço, ficaria horrível.

Adaptações sempre privilegiam algum aspecto. Por exemplo: algumas adaptações prezam por manter o chamado “espírito da obra”, ou seja, mudanças de roteiro grandes podem ser feitas, mas no fim das contas o que conta é a caracterização dos personagens, o ritmo, etc. Um exemplo desse tipo é o filme Desventuras em Série que apesar de ter mudado radicalmente o curso dos eventos dos livros 1, 2 e 3 da série, manteve a mesma atmosfera do livro. Já um outro tipo poderia ser aquele que privilegia a história a ser contada em detrimento da ambientação. Um exemplo bom seria O Iluminado, filme de Kubrick baseado na obra de Stephen King. Raríssimos filmes conseguem unir as duas coisas. Pra se ter uma idéia do quanto isso é difícil, o exemplo dado é O Senhor dos Anéis.

O grande problema das adaptações de Harry Potter feitas por Steve Kloves no roteiro (vale lembrar que Harry Potter e a Ordem da Fênix foi adaptado por outro roteirista, Michael Goldenberg, e é uma adaptação excelente que privilegiou o “espírito da obra”) é que ele realmente não sabe o que fazer. A impressão que se tem é que ele fica perdido e não consegue se decidir se mantém o clima do livro, se tenta contar a história, se cria coisas que ele acha que deveriam estar lá ou simplesmente não faz nada. Na minha opinião, Kloves é um roteirista medíocre que não consegue fazer escolhas: ele tenta colocar tudo, tenta criar um clima mas no final só consegue um punhado de cenas aleatórias sem sentido e algumas cenas longas demais tiradas da sua própria imaginação tosca que não acrescentam nada ao filme.

Estou sendo muito cruel? Huuum, vamos ver:

  • Harry Potter e a Pedra Filosofal: Kloves até consegue contar a história inteira e criar frases de efeito, mas a impressão que se tem é que não há passagem de tempo na história! Ou seja, tudo pode ter acontecido em um mês, ou uma semana, ou quem sabe até em vários anos…
  • Harry Potter e a Câmara Secreta: Mais uma vez a passagem de tempo é bem discutível. Nesse filme, Kloves começa sua louca obcessão por Hermione. Ela começa a aparecer mais, começa a roubar as falas do Ron e o fato de ela ficar um terço do filme petrificada não parece impedir nada disso.
  • Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban: Se no outro filme Hermione era a segunda personagem que mais aparecia, agora podemos começar a pensar se o melhor nome do filme não seria “Hermione Granger e o Prisioneiro de Azkaban”. Justamente quando a caracterização dos personagens começa a ficar mais importante, Kloves decide que as coisas ficariam melhor do jeito dele, ou seja, Hermione é uma bruxa preocupada com a aparência, Ron é um boboca e Harry é uma banana chorosa. Hermione rouba todas as falas legais. O background mais importante do livro (que é a história de Sirius Black – o tal prisioneiro de Azkaban do título) não foi contada. Kloves preferiu gastar tempo no cabelo de Hermione e em sentimentalismos em relação à mãe de Harry.
  • Harry Potter e o Cálice de Fogo: eita, livro de 500 páginas. As coisas começam a complicar. Qual estratégia utilizada? Cortar todos os detalhes que não influenciam na trama principal (mesmo que esses detalhes sejam importantes nos livros posteriores) e focar em cenas inúteis como em conversinhas amorosas que ele mesmo inventa.
  • Harry Potter e o Enigma do Príncipe: o ápice de Kloves. Nesse livro ele resolveu simplesmente não contar a história e fazer apenas uma collection de suas cenas favoritas. Além disso, Hermione e Harry começam a ficar bem próximos (??????????) falando sobre seus sentimentos (??????????????). Harry é um conquistador nato, Ginny é uma mocinha submissa e Dumbledore se preocupa com a vida amorosa de seus estudantes (??????????????). Isso tudo acrescentando cenas incríveis de autoria do próprio Kloves (como o puff de Slughorn para falar de quando a mãe de Harry morreu (Insensível? …………) e a ascendeção de varinha na morte do Dumbledore, que fez o final do filme parecer um show do Coldplay. Ah, e ele não falou nada sobre o Príncipe Mestiço do titulo. Que chato, hein?

Dessa vez, no entanto, em Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1, Kloves conseguiu. O filme de modo geral é muito bom. A história é contada de uma forma lógica (que avanço, hein Kloves?) com um balanço bom entre comédia e drama. No entanto, o filme peca nos detalhes. Kloves não tem sensibilidade para cenas dramáticas e a maoria delas ficou um tanto novelas da Televisa (exemplo, cena em que Harry e Hermione ficam chorando porque Ron foi embora). Além disso, Kloves ainda prefere criar suas próprias cenas inúteis ao invés de usar as cenas impactantes que já existem no livro (vide trocar a cena tocante de amizade entre Harry e Ron depois de destruir a Horcrux por uma dança (?)  entre Harry e Hermione).

Dança entre Harry e Hermione: ainda parece um resquício de que Kloves é H/H...

Alguns detalhes beiram o brega. Entre eles, a gotinha de sangue escorrendo do braço de Hermione, Harry abotoando o vestido de Ginny Weasley e a tal dança acima mencionada. O beijo da Horcrux do mal entre Harry e Hermione completamente nus ficou, no mínimo, cômico. Mas não sei até quando isso foi uma decisão do roteirista ou da direção. Algumas cenas parecem ilógicas, até. Por exemplo: por que Harry, Ron e Hermione começaram a correr dos Snatchers se eles simplesmente podiam aparatar?

Harry e Ginny: sem graça e brega

Mas como eu disse, o filme teve saldo positivo. A caracterização de Lupin ficou muito boa apesar de não termos aquela cena em que ele pede para ir com Harry. As cenas entre Ron e Hermione também foram ótimas, com momentos de comédia e romance. A tensão entre os dois foi bem feita, principalmente quando Ron vai embora e depois volta. As sequências de ação da invasão ao Ministério da Magia, de Nagini atacando Harry e Hermione em Godric´s Hollow e da briga na Mansão Malfoy foram as melhores de toda a série no cinema. Inclusive, até o momento tocante de Harry no cemitério dos pais foi muito bom e emocionante. A morte de Dobby também foi um ponto alto do filme.

O casal Ron e Hermione foi um dos pontos altos do filme…

O filme surpreendeu no roteiro. Daria nota 3 de 5.

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