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porMelissa de Sá

Resenha de Filme: O Artista

Uma comédia romântica com ar inocente que resgata e re-imagina os filmes mudos da década de 20 em Hollywood. Em tempos de filmes 3D explodindo na nossa cara e surround nervoso, assistir algo como O Artista, totalmente em preto e branco e totalmente sem fala, é uma experiência quase alienígena. Mas é um ótimo alienígena!

Qual é o grande lance desse filme, hein? Ler mais

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: Você de Novo

Comédia daquelas tipo sessão da tarde pra assistir quando não se tem nada pra fazer. Você de Novo conta com bons atores e com uma idéia clichezona que tenta desfazer o cliché mas que só deixou tudo mais cliché ainda. Não deu pra entender na disso? Então junte-se a mim. hahaha

Eu assisti o filme justamente no contexto sessão da tarde: eu, minha irmã e minha mãe não tínhamos nada pra fazer e queríamos ver um filminho light. O DVD de Você de Novo estava por perto e eu me animei de assistir um filme com a sensacional Sigourney Weaver (alguém aí também gosta dela e é doida pra ver um filme em que ela estreie com a filha, a Ellen Page?).

O filme conta a história de Mani (Kristen Bell), uma garota que sofre bully no colégio mas que depois se torna uma bem-sucedida empresária. Mas ao bem-sucedida vamos acrescentar o linda, deslumbrante, com cabelos sedosos e sorriso sensual. Eu não entendo porque pra mostrar que se deu bem, a sofredora do filme sempre precisa virar uma modelo em algum momento. Por que ela não podia simplesmente virar uma mulher normal?

Eu fiquei com pé atrás com o filme logo nesses primeiros cinco minutos, mas confesso que ele tem sim seus bons momentos. É engraçadinho, até. Kristen Bell é boa na comédia corporal, então é divertido quando ela cai, rola do barranco e leva babada do cachorro. Mas o problema é que não, esse não é meu tipo de comédia.

O embate do filme é entre Mani e sua futura cunhada, a perfeita Joanna que é nada mais nada menos do que a bullyer de Mani na escola. O problema é que Joanna finge não reconhecer Mani que não tem coragem de expor a cunhada com medo de ferir os sentimentos do irmão, mas ao mesmo tempo quer acabar com o casamento dos dois. Eu falei que era cliché.

Mas também falei que o filme tenta usar o cliché pra não ser cliché. Isso acontece quando a tia de Joanna, Ramona (é a Sigourney Weaver!!!) aparece e o espectador descobre que ela tinha uma rixa de escola/sofria bully da mãe de Mani, interpretada pela hilária Jamie Lee Curtis (que sempre faz o mesmo papel, por sinal, mas não deixa de ser hilária rs). O embate entre as duas é bacana, pois coloca em cheque o papel do bully e até mesmo a relação de Mani com a mãe.

Mas aí o filme cai no clichezão maior de todos que é fazer todo mundo encontrar um par romântico no final (mesmo que não seja do nada) depois de terem aprontado muita confusão (eu falei que era sessão da tarde, minha gente).

Filme engraçadinho que cumpre o quesito comédia da comédia romântica (que ultimamente tem se esquecido que é comédia, né?). Não sei se recomendo porque eu fico muito incomodada com essa obsessão de filmes no estilo que pregam que pra uma mulher se mostrar vitoriosa ou forte, tem que ser também linda de morrer. Isso é um saco.

Mas vale pela Sigourney Weaver! Pronto. Parei.

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: Meia-Noite em Paris

Bem humorado, leve e inteligente, Meia-Noite em Paris é uma boa opção para um cineminha de fim de tarde. Com piadas inteligentes e um monte de referências à literatura, é com certeza um excelente retorno de Woody Allen.

O filme explora os sonhos de Gil Pender, um roteirista de Hollywood, que, cansado de faturar milhões em roteiros super clichés, decide escrever um livro. Aproveitando uma inesperada viagem para Paris, ele decide se inspirar na cidade, mas encontra uma oposição na figura de sua noiva, Inez, que acha que ele é um sonhador. Envolto pela atmosfera fútil de Inez e seus pais (sim, os sogros estão na viagem) e no pedantismo de um casal amigo, Gil encontra refúgio na última badalada da meia-noite quando pega carona num carro antigo e vai parar na Paris dos anos 20, que, para Gil, é a melhor época que já existiu.

Gil então começa a passar a noite com o casal Scott e Zelda Fitzgerald, Ernest Hemingway, T.S.Eliot e Pablo Picasso, e tem seu livro analisado por ninguém menos que Gertrud Stein. Os dias então começam a ficar enfadonhos para ele que começa a questionar seu relacionamento com Inez e a ansiar desesperadamente pela última badalada para assim começar sua balada com o pessoal da década de 20.

O filme é divertido e conta com uma performance muito cativante de Owen Wilson no papel principal. Mas a cena é roubada toda vez que Ernest Hemingway aparece procurando uma briga ou fazendo qualquer outra coisa muito muito máscula. hahahahaha Lembrando que o filme provavelmente vai ser mais engraçado se você tem alguma noção de literatura em língua inglesa o suficiente para saber: que Hemingway era um tipo super masculino (foi pra guerra, voltou, escreveu livros sobre guerra, pescava, caçava, brigava, etc) e tinha predileção pela escrita super enxuta; que Scott Fitzgerald é em alguns círculos até hoje considerado um autor menor e que havia muita polêmica em relação a seu casamento com Zelda, que, na vista das pessoas, tinha inveja do talento do marido; que nos anos 20 a onda era surrealismo e por aí vai. Mas confesso que apesar de ter rolado de rir com as piadas literárias, não entendi metade das piadas sobre pintura.

Mas mesmo com esse apelo um tanto intelectual, o filme não é pedante e quem não saca nada também pode se divertir com essa comédia romântica. O final é um tanto cliché, mas isso não tira de modo algum o mérito da produção e/ou do roteiro. Recomendo muito.

Meia Noite em Paris está concorrendo a três Oscars esse ano: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original. Acho que não vai ganhar nenhum, mas se tiver alguma chance será em roteiro original.

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: X-Men: Primeira Classe

Depois de X-Men 1, 2 e 3 e de X-Men Origens: Volverine, temos mais um filme da franquia: X-Men Primeira Classe. Depois de meses sem ir ao cinema ou escrever sobre cinema, lá fui eu assistir um filme nota 7.

Primeiramente, temos que levar em conta que não é muito esforço fazer um filme mediano sobre X-Men. A trama em si já muito boa e inteligente por si só e por mais medíocre que a adaptação seja, vai ser minimamente interessante. Mais ainda se é uma história que promete investigar o passado de personagens super favoritos da série como o Professor X e o Magneto.

A escolha dos atores foi boa mas ainda acho que Michael Fassbender não me passa de jeito nenhum uma imagem de Magento. Além de ele parecer bem mais velho que Charles (sendo que a diferença deveria ser de apenas alguns anos), ele fica mais pra um bad guy ao estilo Volverine. Depois de ter o classudo Ian McKellen no papel, eu simplesmente esperava alguém mais elegante.

A caracterização dos personagens também deixou a desejar. Não há muito aprofundamento em ninguém, só no desejode vingança de Eric (Magneto) e mesmo assim de um jeito muito plano e pouco complexo. Charles também é um chato, sem qualquer profundidade e a relação entre os dois parece brotar do chão: de uma hora pra outra viram os super amigos.

Essa falta de exploração de personagens foi o que me decepcionou no filme. Afinal, explorar os motivos dos personagens não é justamente a razão de fazer um filme tipo esse? Quer dizer, vamos pensar em Star Wars e os episódios que contam o drama Obi Wan Kenobi e Anakin… tem que ter drama, tem que explorar! Infelizmente X-Men Primeira Classe perdeu grandes oportunidades deixando de lado personagens cheias de potencial como a Mística e a Fera, segregados à pequenas cenas.

Nem tudo é ruim, claro. As cenas de ação são bem feitas e não cansam, o vilão é interessante, os efeitos especiais são ótimos. Mas de que vale isso sem aprofundamento de personagem? Foi mal, galera, mas eu sou a fã mor de um drama psicológico.

Um bom filme, legal pra ver num fim de semana, de ir curtir no cinema com todo o esquema de som e talz, mas não espere demais. O filme promete mostrar a tal primeira classe mas dá um tiro no pé.

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: The Runaways

Esse é um post sobre o filme. Se você estiver interessado na história da banda, clique aqui.

Os comentários em vermelho foram feitos depois que pesquisei melhor sobre a banda.

The Runaways é a celebrada primeira banda de rock formada só por garotas da década de 70.  Se você acha que não conhece, digita no youtube “Cherry Bomb” e vai perceber que sim, você já ouviu isso em algum lugar. Até porque a líder da banda era ninguém menos que Joan Jett (de “I love Rock and Roll”). Ano passado, a história desse bando de meninas de 15 anos (sim, 15 anos!) rebeldes e surtadas virou filme estrelando Kristen Stewart e Dakota Fanning, como Joan Jett e Cherrie Currie, respectivamente.

A premissa do filme é boa no início. Imagine o ano de 1975 com todo o punk rock, glam rock, caras vestidos de mulher, curtição, início da disco music. Agora imagine uma menina de 15 anos que quer ser roqueira. Imagine que essa menina veste roupas de homem, anda como homem, fala como homem, até faz xixi como homem! Agora imagina que essa menina fica de fora das bandas de rock simplesmente porque é menina. Porque com toda liberação sexual dos anos 60, mulheres no rock ainda era tabu. Simplesmente porque mulher é groupie, não é da banda. Ler mais

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