Arquivo de tag dependência

porMelissa de Sá

Sobre o meu celular e outras coisas que piscam…

Meu celular é esse aqui.

Um Motorola W233. Foi o primeiro celular no mundo a ter um programa de carbono neutro e a ser feito com plástico reciclado de garrafa PET. A Motorola ainda compensa a produção do aparelho em investimento em fontes de energias renováveis. Legal, né? Mas não foi por isso que eu comprei esse celular.

Eu comprei porque ele custava R$110. E ainda por cima é verde, olha que lindo!

Gosto de pensar que não sou daquelas pessoas que dependem horrores do celular, que têm quatro, cinco, aparelhos diferentes, que andam com três carregadores dentro da bolsa just in case, mas ontem li um post que me fez pensar um pouco mais sobre isso.

Eu não uso relógio, não consigo me acostumar com um. Então o celular é meu relógio. Uso o celular não só para contar as horas, mas também pra trabalhar. Quando dou aula, uso o cronômetro do celular para medir o tempo de cada atividade. E celular também é entreterimento, dentro do ônibus ligo o MP3 Player e fico ouvindo músicas felizes o que me ajuda a não prestar atenção no tráfego semi-infernal de Belo Horizonte (e também às pessoas semi-infernais do ônibus). Uso o celular ainda pra namorar (é como me comunico de forma mais barata usando aquelas promoções terríveis da Oi ou mensagens de texto) e pra comunicar com a família. Sem contar que celular é item de segurança indispensável para quem dirige. Principalmente se for à noite.

Fiquei assustada ao pensar nisso. Como assim, eu não sou dependente de tecnologia! Ah, não? Então, Melissa, você sabe cozinhar se não for usando um microondas? Você consegue trabalhar ou estudar se não for num computador? Você consegue expressar a sua coffcriatividadecoff sem usar um processador de texto? Você consegue ter um entreterimento familiar conjunto se não for perto de uma televisão/dvd/internet? Você consegue compartilhar informações sem usar um pen drive? Você fica no mínimo um dia sem olhar o seu e-mail?

*pânico*

NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

E o pior de tudo é que eu sou o Arthur em Quase Inofensiva. Uma criatura que se ficar away de toda a tecnoliga existente no mundo, só conseguiria fritar um hamburger. E olhe lá.

%d blogueiros gostam disto: