Arquivo de tag comédia romântica

porMelissa de Sá

Nada mais que o normal – Novo livro no Wattpad

Nada mais que o normal é meu primeiro livro de temática adolescente. A narradora é Luísa, uma garota de 15 anos com humor bastante irônico, armada de uma conta no Twitter e um blog. O que ela quer? Entender como funciona sua vida normal com direito a uma mãe superprotetora, amigos que não sabem o que querem e um encontro misterioso num banheiro da pior festa de quinze anos da história.

Ou pelo menos, é isso que ela acha. Conheça um pouco mais dessa história que está sendo publicada semana a semana no Wattapd! Ler mais

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: O Artista

Uma comédia romântica com ar inocente que resgata e re-imagina os filmes mudos da década de 20 em Hollywood. Em tempos de filmes 3D explodindo na nossa cara e surround nervoso, assistir algo como O Artista, totalmente em preto e branco e totalmente sem fala, é uma experiência quase alienígena. Mas é um ótimo alienígena!

Qual é o grande lance desse filme, hein? Ler mais

porMelissa de Sá

Resenha de Livro: Anna e o Beijo Francês

Um livro leve, tranquilo, fofo, bonitinho e perfeito para uma leitura de férias. E aí, que tal colocar Anna e o Beijo Francês pra sua lista de livros até o fim do ano?

Esse livro é uma comédia romântica teen e enquanto lia eu ficava pensando “mas isso podia ser um filme e passar na Sessão da Tarde, e eu ia adorar!”. É o tipo de livro que deixa com a coração leve, acreditando no amor e gostando dos clichés, como toda comédia romântica faz. hahahaha Obviamente o livro conta a história de Anna, uma garota que se muda forçadamente para Paris e começa a estudar na School of America. Em meio ao drama de ter que aprender a falar francês e superar seus dramas familiares (o pai dela é tipo um autor de romance de banca e ela o detesta por isso), Anna conhece Étienne St. Clair, um americano/inglês/francês baixinho e super engraçado. Amor à primeira vista, claro. Mas ele tem namorada. Eita.

Só dizendo que esse é o tipo de livro que eu NUNCA compraria. Sério. O título e a capa provavelmente me bloqueariam para sempre. Só comecei a demonstrar interesse porque li essa resenha da Ily no blog Por Essas Páginas em que, além de dizer que o livro era ótimo (eu confio na Ily pra indicar livros porque ela normalmente sabe o que eu gosto ou não), ainda dizia que John Green estava recomendando o livro e, citando diretamente o post da Ily: “porque se você não pode confiar em John Green para indicação de bons livros YA, você não pode confiar em ninguém”.

Minha irmã comprou o livro mês passado e eu resolvi entrar na fila de espera pra ler. E posso dizer que li tudo em um dia. A história, apesar de seus clichés ou talvez  justamente por causa de seus clichés, prendeu minha atenção e eu ficava suspirando por conta da fofura que é Étienne e Anna (Amanda Pavani, se você estiver lendo isso, fique longe desse livro porque eu utilizei a tag “casais fofinhos” para defini-lo!!! hahahaha).

Várias cenas no livro me lembraram de situações da minha própria vida (não vou contaaaaaaaaaaaaar) ou da vida de amigas minhas. E isso contribuiu para que eu gostasse do livro, pois deu aquele tom real, não aquela coisa forçada que provavelmente não acontece com ninguém.

Só reclamo mesmo é da edição da Novo Conceito que foi simplesmente porca! As marcas de diálogos estavam super confusas (ficava difícil entender se a pessoa estava falando, pensando ou se era simplesmente a Anna/narradora descrevendo a ação!) e a tradução/revisão também não foi boa. Algumas vezes termos que eram apresentados em inglês depois voltavam em português e vice-versa. Algumas referências simplesmente não fazem sentido pra quem não entende inglês e nenhuma alternativa foi criada para resolver esse impasse. Num livro que tem um trecho falando explicitamente de aspectos téoricos da tradução, eu achei imperdoável.

De qualquer forma, se você gosta de comédia romântica, leia Anna e o Beijo Francês, de Stephanie Perkins, nas suas férias.

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: Você de Novo

Comédia daquelas tipo sessão da tarde pra assistir quando não se tem nada pra fazer. Você de Novo conta com bons atores e com uma idéia clichezona que tenta desfazer o cliché mas que só deixou tudo mais cliché ainda. Não deu pra entender na disso? Então junte-se a mim. hahaha

Eu assisti o filme justamente no contexto sessão da tarde: eu, minha irmã e minha mãe não tínhamos nada pra fazer e queríamos ver um filminho light. O DVD de Você de Novo estava por perto e eu me animei de assistir um filme com a sensacional Sigourney Weaver (alguém aí também gosta dela e é doida pra ver um filme em que ela estreie com a filha, a Ellen Page?).

O filme conta a história de Mani (Kristen Bell), uma garota que sofre bully no colégio mas que depois se torna uma bem-sucedida empresária. Mas ao bem-sucedida vamos acrescentar o linda, deslumbrante, com cabelos sedosos e sorriso sensual. Eu não entendo porque pra mostrar que se deu bem, a sofredora do filme sempre precisa virar uma modelo em algum momento. Por que ela não podia simplesmente virar uma mulher normal?

Eu fiquei com pé atrás com o filme logo nesses primeiros cinco minutos, mas confesso que ele tem sim seus bons momentos. É engraçadinho, até. Kristen Bell é boa na comédia corporal, então é divertido quando ela cai, rola do barranco e leva babada do cachorro. Mas o problema é que não, esse não é meu tipo de comédia.

O embate do filme é entre Mani e sua futura cunhada, a perfeita Joanna que é nada mais nada menos do que a bullyer de Mani na escola. O problema é que Joanna finge não reconhecer Mani que não tem coragem de expor a cunhada com medo de ferir os sentimentos do irmão, mas ao mesmo tempo quer acabar com o casamento dos dois. Eu falei que era cliché.

Mas também falei que o filme tenta usar o cliché pra não ser cliché. Isso acontece quando a tia de Joanna, Ramona (é a Sigourney Weaver!!!) aparece e o espectador descobre que ela tinha uma rixa de escola/sofria bully da mãe de Mani, interpretada pela hilária Jamie Lee Curtis (que sempre faz o mesmo papel, por sinal, mas não deixa de ser hilária rs). O embate entre as duas é bacana, pois coloca em cheque o papel do bully e até mesmo a relação de Mani com a mãe.

Mas aí o filme cai no clichezão maior de todos que é fazer todo mundo encontrar um par romântico no final (mesmo que não seja do nada) depois de terem aprontado muita confusão (eu falei que era sessão da tarde, minha gente).

Filme engraçadinho que cumpre o quesito comédia da comédia romântica (que ultimamente tem se esquecido que é comédia, né?). Não sei se recomendo porque eu fico muito incomodada com essa obsessão de filmes no estilo que pregam que pra uma mulher se mostrar vitoriosa ou forte, tem que ser também linda de morrer. Isso é um saco.

Mas vale pela Sigourney Weaver! Pronto. Parei.

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: Meia-Noite em Paris

Bem humorado, leve e inteligente, Meia-Noite em Paris é uma boa opção para um cineminha de fim de tarde. Com piadas inteligentes e um monte de referências à literatura, é com certeza um excelente retorno de Woody Allen.

O filme explora os sonhos de Gil Pender, um roteirista de Hollywood, que, cansado de faturar milhões em roteiros super clichés, decide escrever um livro. Aproveitando uma inesperada viagem para Paris, ele decide se inspirar na cidade, mas encontra uma oposição na figura de sua noiva, Inez, que acha que ele é um sonhador. Envolto pela atmosfera fútil de Inez e seus pais (sim, os sogros estão na viagem) e no pedantismo de um casal amigo, Gil encontra refúgio na última badalada da meia-noite quando pega carona num carro antigo e vai parar na Paris dos anos 20, que, para Gil, é a melhor época que já existiu.

Gil então começa a passar a noite com o casal Scott e Zelda Fitzgerald, Ernest Hemingway, T.S.Eliot e Pablo Picasso, e tem seu livro analisado por ninguém menos que Gertrud Stein. Os dias então começam a ficar enfadonhos para ele que começa a questionar seu relacionamento com Inez e a ansiar desesperadamente pela última badalada para assim começar sua balada com o pessoal da década de 20.

O filme é divertido e conta com uma performance muito cativante de Owen Wilson no papel principal. Mas a cena é roubada toda vez que Ernest Hemingway aparece procurando uma briga ou fazendo qualquer outra coisa muito muito máscula. hahahahaha Lembrando que o filme provavelmente vai ser mais engraçado se você tem alguma noção de literatura em língua inglesa o suficiente para saber: que Hemingway era um tipo super masculino (foi pra guerra, voltou, escreveu livros sobre guerra, pescava, caçava, brigava, etc) e tinha predileção pela escrita super enxuta; que Scott Fitzgerald é em alguns círculos até hoje considerado um autor menor e que havia muita polêmica em relação a seu casamento com Zelda, que, na vista das pessoas, tinha inveja do talento do marido; que nos anos 20 a onda era surrealismo e por aí vai. Mas confesso que apesar de ter rolado de rir com as piadas literárias, não entendi metade das piadas sobre pintura.

Mas mesmo com esse apelo um tanto intelectual, o filme não é pedante e quem não saca nada também pode se divertir com essa comédia romântica. O final é um tanto cliché, mas isso não tira de modo algum o mérito da produção e/ou do roteiro. Recomendo muito.

Meia Noite em Paris está concorrendo a três Oscars esse ano: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original. Acho que não vai ganhar nenhum, mas se tiver alguma chance será em roteiro original.

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: Cartas para Julieta

Okay, acabei de chegar do cinema. Gastei 5 reais no Diamond Mall para ver e bem, achei bem mediano. A impressão que tive foi de que a história podia ter dado muito mais. A idéia até que é interessante: Shopie, uma moça de Nova York, vai pra Verona com o noivo numa espécie de pré-lua-de-mel. As coisas não saem do jeito que ela planejou e ela acaba se envolvendo com as “Secretárias de Julieta”, mulheres que respondem aos bilhetes e cartas deixados por moças apaixonadas do mundo todo em uma parede de Verona. Todo dia essas “secretárias” recolhem as cartas e respondem. Sophie encontra uma carta que ficou escondida por 50 anos e resolve respondê-la. É então que a velha senhora inglesa Claire volta a Verona para tentar encontrar seu amor perdido, Lorenzo.

O filme tem duas horas. E o que poderia ser interessante, acaba virando um lenga-lenga. Todo mundo sabe que Sophie vai ficar com o neto da Claire desde o começo. Okay, podem dizer que isso é um cliché de comédia romântica, só que o como eles ficam juntos também não tem muita graça. Aliás, o que salva o filme é Claire, a velhinha fofa e romântica vivida por Vanessa Redgrave.

Infelizmente a impressão que eu tive de que esse filme lembrava um pouco Sabrina Vai À Roma é verdade. Filme legal, vale a pena pra distrair de tarde e fugir da sua avó, mas nada incrível.

P.S: eu não sei porque mas o cartaz desse filme está em todos os pontos de ônibus de Belo Horizonte, mas o filme só passa no Diamond. Obviamente, Eclipse não deixa. Mas deixa o Eclipse pra outro post…

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