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porMelissa de Sá

Internet & Responsabilidade

A Internet – pelo menos como a rede mundial que a conhecemos hoje e não como um reduto de informações para nerds americanos – é uma moça de 15 anos. E como todas as moças dessa idade, ela pode fazer coisas ótimas, com insights incríveis (como conectar pessoas) mas também pode fazer umas merdas das grandes (como servir de veículo para proganda política enganosa).

Sempre que eu penso em internet, eu penso naquela frase Homem Aranha: “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”. Uma rede mundial conectando todos os computadores do mundo pode ser simplesmente a coisa mais incrível que já existiu ou a coisa mais desastrosa que já existiu. E sabe o que faz a diferença entre uma coisa e outra? Nós, usuários.

Logo que a Dilma foi eleita, um monte de posts começaram a pulular no Twitter contendo mensagens de ódio direcionadas aos nordestinos. O número de mensagens com a tag foi tão grande que foi parar nos trending topics, ou seja, a coisa ganhou um alcance mundial. Eu, pessoalmente, não gosto do Twitter, até tenho um, mas não uso por dois motivos. 1) o número de mensagens inúteis é absurdo; 2) vou entrar em contato direto com mensagens de ódio e preconceito e sinceramente, não estou com paciência pra isso.

O gatilho de todas essas mensagens foi a estudante de direito (olha só, hein) Mayara Petruso. A mensagem dela foi a seguinte: “Nordestino não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado”. Por conta disso, ela perdeu o estágio no escritório de advocacia e ainda vai enfrentar um processo na justiça por conta de xenofobia e incitação ao homicídio. Qual não foi a minha supresa quando, ao conversar com outras pessoas a respeito do assunto, descobri que muita gente rotulou as consequências como “uma palhaçada” dizendo que “internet é internet”.

Não, internet não é internet. Você não pode falar o que quiser na internet sem sofrer as consequências. A impressão que eu tenho é que as pessoas se escondem por trás dos seus perfis de Orkut e Facebook, achando que ali é o lugar para “falar o que der na telha” porque é terra de ninguém. Não é. A internet tem provado cada vez mais ser terra de todo mundo e por isso mesmo, tem regras.

Além disso, existe um outro motivo para pensar duas vezes no que você escreve no seu blog, no Twitter ou Facebook: mensagens de ódio se propagam com muito mais rapidez do que mensagens de amor e paz. Quer um exemplo prático? Por que é que tem tanta briga entre torcidas de futebol? Por que pessoas aparentemente tranquilas de repente se vêem no meio de uma série de agressões físicas? Porque algum infeliz gritou “Dá um soco na cabeça desse desgraçado” e a turba, envolvida pela emoção do jogo, se deixa levar, transparecendo as piores tendências de cada um. Isso é cientificamente comprovado. Incitar a turma é algo perigosíssimo e pode levar a consequências desastrosas como linchamento. Uma mensagem de ódio no Twitter espalhou milhares de outras mensagens de ódio. Será que se alguém tivesse escrito “Faça um favor ao Brasil, abrace o seu próximo” isso ia ter chegado aos treding topics do Twitter? Pois é.

A responsabilidade que temos como blogueiros ou simplesmente como usuários de redes sociais é muito grande. Então, eu proponho que a gente pense um pouquinho antes de sair por aí falando “o que dá na telha” e pense: essa mensagem pode direta ou indiretamente desencadear uma onda de ódio? Ela é preconceituosa?

Tudo bem que as mensagens de amor, paz, consciência social e etc não se espalham tão fácil, mas acho que não custa nada tentar. : )

 

porMelissa de Sá

Sobre como eu não consigo gostar de azul

Eu tentei, juro que tentei, mas sete horas depois eu não aguentei e resolvi mudar o layout do blog. Vamos assumir as coisas: eu não consigo gostar de azul.

Por que? Sei lá. Azul é céu, é mar, é tudo lindo mas é tudo tão azul… Não sei, não consigo postar num blog onde as coisas sejam azuis. Acho que no meu guarda-roupa inteiro eu tenho uma única roupa azul – uma saia – e eu sempre arrumo mil e um motivos pra não usar a dita cuja.

Minha desculpa, claro, é a cor da pele. Morena usando azul… eu não sei, não acho que fica bem pra mim. Curto muito mais cor de terra: marrom, verde, bege, vermelho, laranja… Gosto também de roxo (porque roxo é TÃO feliz) e até de rosa. Mas azul… ai que bloqueio!

Me desculpe céu, me desculpe mar, mas não deu. Só pra não dizer que eu não tenho birra total, ainda tem umas nuanças de azul aí no template. E é o máximo que dá.

porMelissa de Sá

Okay, pra começar…

Esse blog é azul, um fato bem interessante uma vez que minha cor favorita é verde e eu normalmente não gosto de azul, mas… sei lá, é bom dar uma chance às coisas e tentar ser diferente.

Já tive um bocado de blogs por aí e com eles eu aprendi que:

  1. É impossível não falar de si mesmo em um blog. E isso mesmo que você tente ser impessoal.
  2. Blogs cujos posts têm a palavra “cujo” tendem a não ser lidos. rs Brincadeira.
  3. Que na verdade é o 2. Blogs com posts com mais de duas páginas de Word tendem a não ser lidos.
  4. Blogs coletivos no início parecem ser uma solução. Parecem.
  5. Eu não sei. Mas cinco é um bom número e deve ter muita coisa no mundo que eu não sei.

Eu não sei exatamente sobre o que esse blog vai ser, mas posso dar uma dica das coisas que você (porque eu espero que exista um você) vai encontrar:

  • Devagações aparentemente sem sentido sobre a vida;
  • Filmes;
  • Devagações aparentemente sem sentido sobre a vida;
  • Livros;
  • Devagações aparentemente sem sentido sobre a vida;
  • Comentários em notícias e celebridades em geral;
  • Devagações aparentemente sem sentido sobre a vida;

Pensei em chamar esse blog de Mundo Afora, mas achei muito pretencioso. Afinal de contas, sou uma pessoa que não viaja e que passa muitas horas com livros, com internet, com livros, com TV, com amigos, com namorado, com família. Tudo meu. Particular ao extremo.

*respira fundo e encurta o texto*

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