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porMelissa de Sá

31 de julho

Hoje eu acordei por volta das 10 (porque é domingo hehe), comi um pedaço de pão doce no café da manhã, fiz minha sequência de exercícios físicos, me chateei com algumas coisas, ri com outras, li alguns blogs que acompanho, atualizei meu blog de livros, entrei no Facebook, almocei, escrevi meu projeto, assisti um episódio de Guerra dos Tronos, estudei mais para o projeto e preparei aulas.

Mas hoje não foi um dia comum.

Hoje é 31 de julho, aniversário de ninguém menos que Harry Potter!

Se você é um fã de verdade da série sabe muito bem o que esse bolo significa...

A verdade é que me lembro do aniversário de Harry como se fosse o aniversário de um amigo. Alguém que você conhece bem, que compartilhou sua vida, que entende as suas piadas, que te confortou quando você estava triste. Aquele velho companheiro, que está sempre lá pra você.

Eu vou fazer 87 anos comemorando 31 de julho. Vou lembrar enquanto faço meus exercícios matinais, enquanto faço projetos, enquanto tomo café da manhã ou vejo um seriado. E como nos aniversários dos velhos amigos, antes do fim do dia, quando ele já pensa que esqueci, eu dou aquela ligação de “Feliz Aniversário!!!”.

Harry, essa é a minha ligação.

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: O Discurso do Rei

Seguindo nos meus comentários dos filmes indicados ao Oscar, vem agora O Discurso do Rei que, apesar de extremamente longo, consegue contar uma história sensível de superação e busca da identidade.

O então príncipe Albert de York (Colin Firth) sofre de uma gagueira incurável acompanhada de um temperamento nervoso e agressivo. Sua mulher, a princesa Elizabeth (Helena Boham Carter), é quem vai de terapeuta em terapeuta buscar algum tratamento para o marido. E eis que então ela encontra o controverso e pouco ortodoxo Lionel Logue (Geofrey Rush), um australiano famoso por curar problemas de fala aparentemente impossíveis.

Já nessa primeira cena do encontro da princesa com o australiano (e vamos lembrar que a Austrália na época era considerada o fim do mundo) podemos ver os costumes estranhos e o comportamento da família real britânica. É até assustador o fato de que os dois príncipes tenham aceitado o tratamento de Logue, que chamava o príncipe de Bertie e toca em assuntos super pessoais.

Aos poucos, o príncipe começa  a melhorar a gagueira, mas é então que um novo desafio aparece: seu irmão, feito rei após a morte do pai, resolve abdicar o trono para se casar com uma mulher divorciada. Albert é então forçado a assumir a coroa, mesmo com seus problemas para falar em público.

O nome assumido por ele em homenagem a seu pai é George VI, pai da atual rainha, Elizabeth II. O roteiro do filme foi feito por um dos netos de Logue, que adaptou tudo a partir das anotações e cartas entre o pai e o monarca inglês. Seguindo o estilo da cinebiografia ao lado de A Rede Social e 127 Horas, O Discurso do Rei perde no quesito impactos escandalosos, mas ganha em sensibilidade e emoção. Afinal, é importante lembrar que George VI foi rei durante a Segunda Guerra Mundial e tinha que fazer discursos não só para as forças armadas como também para o povo.

A amizade entre Logue e o rei é retratada de uma forma única por Geofrey Rush e Colin Firth e a indicação de ambos para a categoria Melhor Ator Coadjuvante e Melhor ator, respectivamente, são justificadíssimas. Inclusive, Colin Firth fez um gago perfeito, sem parecer falso ou exagerado. Imagino o quanto não deve ter sido difícil atingir esse ponto.

Recomendo o filme, mas já aviso para ter paciência: o filme é bem longo. Sem contar que o campeão de indicações ao Oscar e favorito a ganhar a estatueta de Melhor Filme.

 

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