Categoria Música

porMelissa de Sá

Discografia e História: The Runaways PARTE 3: Queens of Noise

Demorou, mas saiu o terceiro post sobre a trajetória de The Runaways que, mesmo depois de 3 meses, ainda continua como  termo mais procurado do blog seguido de “Jackie Fox”. Obrigada a todos que procuraram e comentaram. Esse blog tem orgulho de ser uma das poucas fontes seguras sobre The Runaways em português.

Só pra lembrar, esse post faz parte do projeto Born to Be a Runaways Fan e toda a informação veiculada foi retirada de declarações feitas pela própria banda. Para ler os posts anteriores, clique aqui.

Paramos em 1976 às vésperas da turnê da banda pela Europa. O último show da turnê nacional em solo americano foi no famoso Starwood L.A em Los Angeles, no dia13 de setembro. Kim Fowley recentemente contou em seu Facebook que o Led Zepepelin assistiu a esse show e que no final da apresentação, Robert Plant disse: “Isso funciona!”. O show é um marco histórico da banda, mas não só pelo reconhecimento artístico. Segundo a autobiografia de Cherie Currie, foi nesse show que ela vestiu pela primeira vez o infame espartilho branco. O traje que seria para sempre associado à sua imagem. Ler mais

porMelissa de Sá

Discografia e História: The Runaways – PARTE 2: The Runaways

Esse post é a continuação de uma série que traz a trajetória de The Runaways, a primeira banda de rock formada exclusivamente por garotas. Para ler o post anterior sobre o início da banda em 1975 clique aqui. Lembrando que essa idéia faz parte do projeto Born To Be a Runaways Fan e que todas as informações foram checadas em fontes relacionadas à banda. O que é fofoca musical não confirmada, eu sinalizo. E mais uma vez, no final do post temos a bibliografia. Então vamos continuar de onde paramos: Jackie Fox se torna uma Runaway.

É engraçado como a formação clássica das Runaways cria um esteriótipo dos vários tipos de garota. Jackie Fox comenta o fato em seu blog (fazendo um paralelo engraçado entre The Runaways e Spice Girls) e mais tarde Joan Jett diz a mesma coisa nos comentários em audio do filme The Runaways (estrelado por Kristen Stweart e Dakota Fanning). Se cada Runaway era um tipo de garota, então que tipos são esses? Ler mais

porMelissa de Sá

Discografia e História: The Runaways – PARTE 1: Born to Be Bad

Esse post faz parte do projeto Born to be a Runaways fan. A idéia é oferecer informação de qualidade sobre The Runaways para o público que não lê em inglês. Todas as informações contidas nessa série de artigos sairam de fontes e depoimentos ligados aos membros da banda. A bibliografia em inglês está no final desse post.

 Em 1975, Joan Jett (então Joan Larkin) conheceu o controverso produtor musical Kim Fowley na saída de um clube noturno (Rodney´s English Disco). Joan, então com 16 anos, disse que tocava guitarra e que gostaria de formar uma banda só de garotas. Foi através de Kari Chrome, uma garota de 14 anos com quem Joan costumava sair às vezes para baladas glam rock, que Joan ficou sabendo de Fowley, que achou a idéia bacana e perguntou se Joan tinha uma demo. Ela nem sabia o que era uma demo. Vale lembrar que Kari Chrome contribuiu com algumas letras para The Runaways, entre elas “Thunder” e o clássico “California Paradise”. Ler mais

porMelissa de Sá

Born to be a Runaways fan – The Runaways fan tribute

This post has an English and a Portuguese version / Esse post tem uma versão em inglês e em português.

Next month Main Records is going to release Take it or Leave It: A Tribute to the Original Queens of Noise: The Runaways. The 2-dics album features 36 tracks performed by many bands including an “American Nights” version featuring Cherie Currie herself and a last recording by Sandy West. Click here for more information about the album. The setlist:


  1. Queens of Noise (The Donnas)
  2. Black Leather (Shonen Knife)
  3. I Love Playin’ With Fire (The Binges)
  4. Heartbeat (Bebe Buell Band)
  5. Lovers (Deena & The Laughing Boys)
  6. California Paradise (Frankenstein 3000)
  7. Wasted (Delirium Tremens)
  8.  Wild Thing (Richie Scarlet)
  9. Neon Angels On The Road To Ruin (Blue Fox)
  10. Is It Day Or Night (The Easy Outs featuring The Doughboys Gar Francis)
  11. Little Lost Girls (Laura Warshauer)
  12. C’mon (White Flag)
  13. You’re Too Possessive (Cali Giraffes featuring The Fastback’s Kim Warnick)
  14. You Drive Me Wild (Tara Elliott & The Red Velvets)
  15. Thunder (Planet Sorrow)
  16. Yesterday’s Kids (Robbie Rist)
  17. Little Sister (Serpenteens)
  18. School Days (The Adolescents)
  19. Dirty Magazines (Blue Fox featuring Sandy West)
  20. Cherry Bomb (The Dandy Warhols)
  21. Hollywood (Richard Barone)
  22. Saturday Night Special (Care Bears On Fire featuring Earl Slick)
  23. Gotta Get Out Tonight (Derwood Andrews)
  24. Blackmail (David Johansen)
  25. Trash Can Murders (The Ribeye Brothers)
  26. Rock N’ Roll (Digger Phelps)
  27. Born To Be Bad (Toilet Boys)
  28. Midnight Music (The Swales)
  29. American Nights (Frankenstein 3000 featuring Cherie Currie)
  30. I Wanna Be Where The Boys Are (F-13)
  31. Gettin’ Hot (The Stay At Homes)
  32. Fantasies (Kittie)
  33. Waitin’ For The Night (Starz)
  34. Secrets (Jack Brag)
  35. Don’t Go Away (Clinical Trials)
  36. Dead End Justice (Kathleen Hanna, Peaches & Ad-Rock)

http://www.kikaxemusic.com/news/covered/item/3638-all-star-tribute-to-the-runaways-coming-in-june-full-tracklisting-and-participating-artists-revealed

After seeing this tribute to the band, I´ve decided to launch a fan tribute myself. It´s a project called Born to be a Runaways Fan.

The idea is that we – the Runaways fans – do something in order to celebrate the band. And it can be done in many ways. You can post something about them on your Facebook Profile or your blog; you can comment on a song lyrics; you can post a photo; you can post a video on Youtube; you can record yourself singing something; you can dance; you can tell your story about the first time you listened to the band; you can talk about how much your friends just don´t understand why you´re so fucking in love with the band; you can do whatever you want to express you´re a Runaways fan. All you have to do is use the banner and spread the news to Runaways fans. Feel free!

Let´s rock!

Clique  para ler a versão desse post em português. Ler mais

porMelissa de Sá

Miley Cyrus e Joan Jett????????? – Para o mundo que eu quero descer MESMO

Quando penso que nada mais no mundo pode me assustar, acontece uma coisa que abala toda a minha já precária estrutura. Depois de descobrir que Plutão não é mais um planeta, hoje me deparo com esse vídeo aí abaixo que até agora eu não consigo explicar: Joan Jett no programa da Oprah cantando com Miley Cyrus!!!!!!!!!!!

COMO ASSIM? WHAT THE HELL?

Resumindo a mini-apresentação do vídeo pra quem não sabe inglês, Joan Jett é a rocker queen de todos os tempos.  Facilmente identificada pelo cabelo super preto curto, os olhos marcados, a guitarra três acordes nervosa e a voz cortada, sempre no limite. Famosa pelo hit #1 “I love rock and roll” e por ser, bem, por ser a mulher mais autêntica e famosa do rock. Depois de Suzi Quatro, é a grande abridora de portas das mulheres do rock, um mundo assustadoramente e paradoxalmente machista. Aos 52 anos, Jett ainda faz shows e levanta multidões.

Já Miley Cyrus, bem… Miley Cyrus é filha de produtor e músico famoso e começou sua carreira no Disney Channel ficando famosa por fazer o papel de ninguém mais ninguém menos que… Hannah Montana. Recentemente Miley entrou numa empreitada para ser considerada “adulta” e se desvincular da imagem infantil do seriado. Para isso ela tentou cantar música country (que não colou), depois apelou para o sexy approach (que não pegou) e recentemente para o rock (que não rolou). No último rock em Rio ela fez três covers de músicas de Jett. E ela errou a letra das três. Sinceramente, duvido que ela seja “Jett´s biggest fan”. Fala sério.

Como é que essas duas podem estar cantando juntas? Eu juro que não consigo entender. Joan, você finalmente caducou ou a Oprah é tão influente assim? Sinceramente, tô chocada. Sem palavras.

Assistir as duas juntas é no mínimo bizarro. Miley fica parada igual uma estátua no palco, baixando a cabeça, tentando fazer uma pose rocker.  E o right and fro é tão duro que parece que ela vai vomitar. Observem especialmente 1:30. Dizer que a voz dela não cai bem pra rock é desnecessário. Não que ela não cante bem, Miley é afinada, mas pra cantar “I don´t give a damn to my bad reputation” a pessoa precisa demonstrar algum sentimento, no mínimo uma revoltinha leve. A roupa preta não convenceu também nem o cabelo super produzido que ela parecia estar bem receosa em balançar. Já Joan está com uma cara estranha e fica se esquivando de Miley. Ela até que tentou se aproximar da garota pra fazer uma fita, mas depois de quase levar uma cabeçada, desistiu (2:45). A apresentação não teve clima algum, as duas mal chegavam perto uma da outra e vale lembrar o olhar entediado de Joan em 2:55. A pegada clássica guitarrista com vocalista do rock não rolou, e mesmo com Miley tentando algumas investidas, Joan fingiu que não viu (3:25).

Miley se saiu melhor com “I hate myself for loving you”, talvez por ser uma música mais melódica. Nessa hora Joan até chegou perto dela. rs  A pior foi “Cherry Bomb”. Gente, “Cherry Bomb” exige força pra cantar, é um grito de guerra. Não é a toa que a música se chama  Cherry Bomb não Cherry Pie.

A veterana arranca os maiores aplausos da platéia e não é por menos. A mulher tem 35 anos de rock e mesmo que essa performance tenha sido meio morta, ainda foi legal. Já Miley… tadinha. Tentou forçar a voz, tentou balançar a cabeça, tentou de tudo. Mas ficou parecendo um esfregão, virando a cabeça de um lado pro outro.

A entrevista da Oprah no final foi sem sal. E alguém reparou que Joan e Miley não se abraçaram depois? Nem sequer vibraram? Que climão, hein? Mas pelo menos o vídeo vale por mais uma das frases de impacto de Joan “pushing back the pushing back” e pelo sorriso em 6:36.

Sinceramente, não entendi quais foram as forças do universo que conspiraram para essas duas estarem no mesmo palco, mas não quero ver essas forças em ação tão cedo.  Qual vai ser a próxima? J.K.Rowling e Stephanie Meyer num livro de contos?

*arrepios*

Antes tivesse colocado a Joan com a Avril Lavigne, que por sinal tem um cover muito bom de Bad Reputation. E eu to falando sério.

Vai aí o vídeo original de Bad Reputation.

porMelissa de Sá

Show Rush no Rio 2010

Rush é uma daquelas bandas que pouca gente conhece. Não que seja uma banda ruim, mas porque é uma banda da década de 70 com músicas de mais de 9 minutos. Enfim.

Sou fã de Rush desde os meus 12 anos, apesar de a minha mãe dizer que sou fã desde que era um feto. Quando ela estava grávida de 6 meses, meus pais fizeram uma viagem à praia e ouviram Rush, Grace Under Pressure durante todo o caminho e eu ficava mexendo na barriga. Já meu pai diz que sou fã de Rush desde que eu tinha uns quatro anos: ele conta que eu então sabia cantar todas as músicas de Power Windows (claro que balbuciando tudo).

Mas vamos dizer que fui uma fã consciente aos 12 anos. Meu pai deixou um CD do Retrospective Rush 1974-1980 por perto e disse “É legal”. Na época eu tinha um discman (olha que coisa arcaica) e resolvi ouvir o disco. Eu adorei! Escutava o dia inteiro e elegi minha música favorita (que é essa até hoje), The Trees, do álbum Hemispheres. Claro que ninguém da minha idade ouvia Rush, então eu pesquisei tudo sozinha. Acabei achando um site ótimo chamado Test4Echo e peguei todas as letras. Meu pai baixou os albuns na internet (porque ele tinha a maioria em LP!) e isso na época em que só existia net discada.

Foi assim que fiquei fã de Rush. Foi assim que aprendi inglês também. Porque eu traduzia todas as músicas e olha que as letras do Rush não são fáceis!

Quando o Rush veio ao Brasil pela primeira vez em 2002 eu não tinha grana pra ir. Comprei o DVD histórico Rush in Rio e fiquei vidrada. Sensacional! E oito anos depois tenho a chance incrível de ir à turnê Time Machine para assistir um show incrível na Praça da Apoteose no Rio de Janeiro!

Eles são incríveis ao vivo! Sério. Nem parece que eles têm 60 anos. Todos parecem tão saudáveis e enérgicos… Eles são engraçados e alto astral, não dá pra acreditar. E são músicos fora de série. Meu Deus, o Geddy Lee é ainda mais sensacional ao vivo. Como ele consegue fazer aquilo tudo no baixo e ainda fazer parecer fácil?

Fiquei na arquibanca e consegui ver tudo de um ângulo incrível. É uma pena que não levei a máquina fotográfica. O show é super produzido. Três telões gigantes mostram o show e alguns clipes super legais com imagens relacionadas às músicas, fogos de artifício explodem, vapor sai da miniatura de Time Machine no palco, uma estrutura de metal se mexe e lança luzes… E no início do show, um vídeo feito pelos integrantes mostrando a banda Rash zoando grandes hits do Rush fez todo mundo rir até… Eu já disse que eles são super engraçados?

Nem sei se consigo descrever o que esse show representou pra mim. Só sei que cantei todas as músicas até perder a voz. Fiquei completamente extasiada. E o show tem 3 horas de duração? Quem faz um show assim? E a sensação que você tem é que eles realmente estão se divertindo. Que para eles aquilo é o melhor momento de todos.

O show começou com The Spirit of the Radio. A galera delirou e cantou junto.

Begin the day with a friendly voice – a companion unobstrusive

Play that song that is so elusive and the magic music makes your morning mood

O início do setlist para mim foi a melhor parte do show. Em sequência veio Time Stand Still (que dá pra fazer chorar), Presto e Stick it Out. Na sequência uma música nova (que não curti muito) e a instrumental Leave That Thing Alone. Depois mais duas músicas novas e pra fechar a primeira parte do show vieram Freewill, Marathon e Subdivisions (as três me deixando maluca de tanto pular e cantar).

O intervalo foi de vinte minutos e uma projeção no telão ficava mostrando a Time Machine avançando nos anos e todo mundo ficou super ansioso por saber o que viria a seguir: a execução completa do album Moving Pictures que nesse ano completa 30 anos. Quando o indicador marcou 1980 a banda começou com Tom Sawyer e a galera delirou.

A modern-day warrior Mean mean stride, Today’s Tom Sawyer Mean mean pride

Depois veio Red Barchetta, YYZ (que apesar de instrumental fez todo mundo acompanhar com Ooooo oooooooooooooh), Limelight (com seu solo incrível), The Camera Eye, Witch Hunt e pra encerrar o album, mas não o show, Vital Signs. Veio então uma música nova e o Drum Solo do Neil Peart.

Nessa hora começou a garoar e eu achei melhor descer para um lugar que tivesse teto. Não consegui, mas até que foi legal ver o show lá de trás porque os telões eram imensos, então não perdi nada. E o Drum Solo é um exagero. Depois dele, veio uma versão nova de Closer to the Heart que adorei, 2112 Overture e The Temples of Synrix (galera delirando de novo) e uma música do Snakes and Arrows que só tinha ouvido falar, Far Cry.

Hora do bis! E ele veio com La Villa Strangiatto (zuando muito por conta do início em forma de polka) e depois Working Man (que começou com uma versão de reggae esquisita). Saí do show no meio da última porque fiquei com medo de não conseguir taxi para ir embora e sabe como é, RJ é uma cidade perigosa.

Enfim, melhor show da minha vida. Inesquecível. Pena que eles não tocaram The Trees, a favorita de todas. Mas tenho certeza de que vou ver isso um dia.

Geddy Lee, agora mais que só um ídolo musical. Bacana demais.

A parte boa de não levar a câmera foi que curti o show intensamente, sem me preocupar com zoom e flash. Pelo menos isso.

No meu Facebook, links de vídeos do show em alta definição.

Rush Rush Rush!

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