porMelissa de Sá

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Hoje foi a final do Campeonato Mineiro de Futebol. E eu só sei disso porque eu moro na porcaria da Pampulha (onde fica o estádio de Belo Horizonte) e em dia de jogo é praticamente impossível ir a qualquer lugar sem correr um risco real de levar cantada de torcedor e/ou ser vítima de um arrastão. Principalmente quando é jogo do Galo, vulgo Atlético Mineiro.

Não é que o Galo ganhou? Pois é, ganhou de 3 a 0 do Ipatinga *pausa para momento de riso* e Belo Horizonte parou. Em todo lugar (principalmente onde moro, na Pampulha divisa com Venda Nova, uma região mais pobre) a coisa sai do controle. É carro passando dando buzina, meninas de shortinho e mini blusa (detalhe que faz 16 graus em BH hoje!) gritando e carros de som berrando ‘Nós somos do clube Atlético Mineiro… lutamos com muita garra e amoooooooooooooooooooor” naquela gravação da década de 50 que TODOS OS TIMES BRASILEIROS TÊEM!!!!!

Resolvi ir comer um cachorro-quente com minha irmã e uma amiga e vi uma das coisas mais bizarras da minha vida: em determinado ponto do bairro parecia haver uma aglomeração fora do normal de atleticanos. Todo mundo com bandeiras gigantes, carros parados, meninas de shortinho, crianças, bebês no colo, gente pulando no meio da rua que nem um bando de doentes mentais! Nunca vi uma coisa assim na minha vida. Ou pelo menos não em um número tão alto. Minha amiga me explicou que é porque o Atlético perdia do Cruzeiro (time rivalzão) a três anos e pra pior, perdia sempre de 5X1. Nesse ano, o Cruzeiro foi desclassificado e Atlético foi pra finalzona. E ganhou.

Mas é uma merda. Ninguém dorme. Ninguém come cachorro-quente em paz. Mas pelo menos em um dia do ano, se algum mano esquisito chega perto, a solução é começar a cantar o hino do time ou gritar “GALOOOOOOOOOO”. Aí tá tranquilo.

porMelissa de Sá

Sobre como eu não consigo gostar de azul

Eu tentei, juro que tentei, mas sete horas depois eu não aguentei e resolvi mudar o layout do blog. Vamos assumir as coisas: eu não consigo gostar de azul.

Por que? Sei lá. Azul é céu, é mar, é tudo lindo mas é tudo tão azul… Não sei, não consigo postar num blog onde as coisas sejam azuis. Acho que no meu guarda-roupa inteiro eu tenho uma única roupa azul – uma saia – e eu sempre arrumo mil e um motivos pra não usar a dita cuja.

Minha desculpa, claro, é a cor da pele. Morena usando azul… eu não sei, não acho que fica bem pra mim. Curto muito mais cor de terra: marrom, verde, bege, vermelho, laranja… Gosto também de roxo (porque roxo é TÃO feliz) e até de rosa. Mas azul… ai que bloqueio!

Me desculpe céu, me desculpe mar, mas não deu. Só pra não dizer que eu não tenho birra total, ainda tem umas nuanças de azul aí no template. E é o máximo que dá.

porMelissa de Sá

Okay, pra começar…

Esse blog é azul, um fato bem interessante uma vez que minha cor favorita é verde e eu normalmente não gosto de azul, mas… sei lá, é bom dar uma chance às coisas e tentar ser diferente.

Já tive um bocado de blogs por aí e com eles eu aprendi que:

  1. É impossível não falar de si mesmo em um blog. E isso mesmo que você tente ser impessoal.
  2. Blogs cujos posts têm a palavra “cujo” tendem a não ser lidos. rs Brincadeira.
  3. Que na verdade é o 2. Blogs com posts com mais de duas páginas de Word tendem a não ser lidos.
  4. Blogs coletivos no início parecem ser uma solução. Parecem.
  5. Eu não sei. Mas cinco é um bom número e deve ter muita coisa no mundo que eu não sei.

Eu não sei exatamente sobre o que esse blog vai ser, mas posso dar uma dica das coisas que você (porque eu espero que exista um você) vai encontrar:

  • Devagações aparentemente sem sentido sobre a vida;
  • Filmes;
  • Devagações aparentemente sem sentido sobre a vida;
  • Livros;
  • Devagações aparentemente sem sentido sobre a vida;
  • Comentários em notícias e celebridades em geral;
  • Devagações aparentemente sem sentido sobre a vida;

Pensei em chamar esse blog de Mundo Afora, mas achei muito pretencioso. Afinal de contas, sou uma pessoa que não viaja e que passa muitas horas com livros, com internet, com livros, com TV, com amigos, com namorado, com família. Tudo meu. Particular ao extremo.

*respira fundo e encurta o texto*

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