Show da Pitty em BH (ou como você se surpreende com as coias 2)

porMelissa de Sá

Show da Pitty em BH (ou como você se surpreende com as coias 2)

“Vamos no show da Pitty?”. “Vamos”. Foi mais ou menos assim como eu e um grande amigo (Jean, estou falando de você no blog) resolvemos ir no show da Pitty em BH. E lá fomos nós no último sábado sem muita expectativa, só com uma vontade louca de cantar “Me Adora” no meio do público. Nós dois ouvimos Pitty na adolescência, mas não sabíamos uma música sequer do novo CD. Mas bora lá ficar na chuva e curtir um show legalzinho.

pitty

Essa foto do show representa bem.

E não é que o troço bombou? Gente, lágrimas rolaram nesse show… Plateia enlouquecida, rock na veia total. Que isso!

Adoro estar certa, mas gosto mais ainda de me surpreender. Eu já falei sobre essa sensação nesse post sobre uma música da Lita Ford e posso dizer que senti isso de novo. Sempre admirei muito as composições da Pitty, mas não imaginava que ela era tão boa performer. Inclusive, durante alguns anos ouvi falar que ao vivo ela não era tão boa, mas posso dizer com segurança que ela estava em seu auge naquele palco sábado: bonita e poderosa, dona da música, fazendo a galera pirar. Excelente fronthuman (porque tá no mesmo patamar que muitos homens do rock). Pra mim aquele show foi uma experiência catártica.

Eu não sei vocês, mas quando vou em show, é pra pirar. Eu pulo, faço dancinhas estranhas, faço quem está comigo passar vergonha. Não vejo sentido em ir num show e ficar parado, por exemplo. Nem em ficar filmando ou tirando foto. Eu vou no show pra curtir música e se a música é boa, eu fico doidona mesmo. Nesse sentido estava na melhor das companhias (De longe as pessoas mais legais do show. De perto também. rs) e acho que já na segunda música, “Anacrônico” (tão 2005!), tivemos a impressão parecida de que a noite sairia melhor que encomenda.

É sempre interessante ouvir de novo as músicas que gostávamos na nossa adolescência e melhor ainda perceber que elas ainda fazem sentido (e que são boas!). E posso dizer que praticamente todas as clássicas daquela época pipocaram no show: “Memórias”, “Máscara”, até “Saideira”! Cantei “Dejá Vu” como se fosse uma oração, com as mãos pra cima e de olho fechado. Dancei em “Me Adora”. Chorei com “Equalize” (chorei mesmo, lembrei do marido longe) e arrepiei com “Na Sua Estante”.

Não sei se gosto 100% das novas músicas da Pitty, mas tenho que me lembrar mais vezes de não subestimar as coisas.

Sobre o Autor

Melissa de Sá administrator

Melissa é escritora e fica hiperativa com açúcar. É autora da distopia Metrópole: Despertar, publicada pela Editora Draco em 2016, e do livro infantil A Última Tourada, adotado em centenas de escolas no Brasil. Tem contos publicados em diversas antologias das editoras Draco, Buriti e Cata-vento.

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