Essa semana eu vi #7

porMelissa de Sá

Essa semana eu vi #7

Hohoho, pode parecer que estou uma semana atrasada mas eu justifico: semana passada não vi nada (fiquei lendo) e resolvi esperar alguns dias para regularizar os posts do blog: esse Meme sai toda sexta-feira agora.

Vamos juntos comentar o que assistimos na semana?

Como eu disse, na minha primeira semana de quase liberdade do mestrado, fiquei lendo, ouvindo música. Aproveitei para colocar as pernas pra cima (o fato da minha internet ter parado de funcionar colaborou bastante, confesso). Assisti poucas coisas, mas elas foram bem legais.

Arquivo X (The X-Files – 1993-2002)

Fazia tanto, mas tanto tempo que eu não assistia Arquivo X. Foi muito bom reencontrar Mulder e Scully nesse episódio da quarta temporada, “Paper Hearts”. Arquivo X tem lá seus altos e baixos e eu andava desanimada com a série, mas essa última trama foi muito boa.

Normalmente eu evito séries/filmes com serial killers e afins, mas com Arquivo X eu abro uma exceção pois há pouca violência nos episódios. A tensão é mais psicológica. Coisa que eu adoro. “Paper Hearts” foi nesse estilo, com direito a Mulder atormentado. O que é bônus.

Sylvie Guillem: A Force of Nature

Esse documentário da BBC Culture mostra um pouco da carreira e da vida da controversa bailarina Sylvie Guillem. Confesso que não sou especialmente fã (admiro, claro) o trabalho da Sylvie Guillem, mas o documentário me chamou atenção por ter apenas meia hora e estar disponível no youtube.

Sylvie Guillem é realmente uma figura singular: começou ballet aos 11 anos e aos 19 já era etóile (primeira-bailarina) da tradicional Ópera de Paris. Mas o mais interessante é que Guillem sempre seguiu o que quis fazer, tendo deixado a companhia poucos anos depois para fazer sua carreira como estrela convidada ao redor do mundo.

Como o nome propõe, a ideia do documentário é mesmo a de mostrar Guillem como uma “força da natureza”, alguém que paradoxalmente faz somente o que quer, mas de forma extremamente disciplinada. Além disso, a atuação de Guillem como ativista ambiental também é mostrada.

E aí, gostei?

De forma geral, sim. Sylvie Guillem tem realmente ideias interessantes sobre a paixão pela dança e sobre como viver de uma maneira condizente com que se realmente é. Nesse sentido, eu admiro muito as decisões dela. Ela dançou o que quis a vida inteira. O documentário é rápido, confesso que poderia ter se aprofundado mais em algumas questões. Pra quem gosta de dança, recomendo.

Um Dia (One Day – 2011)

Quem não gosta de um romance bem desenvolvido? Foi por isso que decidi rever esse filme que mostra a história de Emma e Dexter ao longo dos anos. Um daqueles filmes para rir e chorar. Um Dia é emocionante e inesquecível.

Emma e Dexter ficam juntos na noite da formatura. Emma é uma garota desajeitada e pobre, que sonha em ser escritora. Já Dexter é um rapaz rico, conquistador, que não quer nenhuma responsabilidade. Os dois decidem que vão ser apenas amigos e acompanhamos a vida de ambos ao longo das décadas, sempre no dia 15 de julho.

O que mais gosto nesse filme é o quanto ele é real. Nem Dexter nem Emma são idealizados. Os dois têm defeitos, têm características ótimas. Os dois fazem besteira, os dois amadurecem. É impressionante como nos apegamos a eles ao longo do filme e como ao final da história choramos que nem criança. É o tipo de história que eu queria ter escrito.

E aí, gostei?

Claro, adoro um cliché bem feito. Além disso, assisti com o marido, o que foi um bônus no quesito emoção. Tenho muita vontade de ler o livro que baseou o filme. É o tipo de história que me deixa louca: eu tinha vontade de gritar, fazer awwwn, abraçar os personagens, desligar a TV… tudo ao mesmo tempo. Recomendo. E não só pra quem gosta de romance!

Merlin (2008-2012)

Quem acompanha esse blog sabe que assisto um episódio de Merlin sempre acompanhada da família. O episódio da vez foi “Love in the Time of the Dragons”. A história girou em torno de Gaius, mestre de Merlin, e revelou um pouco mais sobre seu passado. Gostei bastante do episódio, principalmente porque Gaius é um dos personagens mais interessantes da série. Estou animada com o restante da temporada.

Divergente (Divergent – 2014)

Fui ao cinema assistir Divergente, em parte porque estava curiosa com as comparações com Jogos Vorazes e em parte porque gosto de distopias. O filme é bacana, dá pra divertir, mas confesso que pra mim faltou aquela coisa para torná-lo especial. Um foco maior na distopia e não em Tris e seu romance com Quatro. Pelo menso pra mim, o lance das facções merecia maior atenção do que o amorzinho entre mestre e aprendiz.

Vou fazer uma resenha completa do filme no meu blog Livros de Fantasia. Já saiu a resenha completa do filme em que discuto minhas opiniões mais a fundo. Você pode ler aqui.

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Foi o que assisti na semana. E vocês? O que viram? Não deixem de comentar!

Sobre o Autor

Melissa de Sá administrator

Melissa é escritora e fica hiperativa com açúcar. É autora da distopia Metrópole: Despertar, publicada pela Editora Draco em 2016, e do livro infantil A Última Tourada, adotado em centenas de escolas no Brasil. Tem contos publicados em diversas antologias das editoras Draco, Buriti e Cata-vento.

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