Resenha de Filme: Shrek Pra Sempre (?)

porMelissa de Sá

Resenha de Filme: Shrek Pra Sempre (?)

Pelo amor de Deus, que filme ruim. Sério, me senti mal tendo ido à noite no cinema, depois da trabalho, cansada e destruída só pra assistir o roteiro mais fraco em termos de animação de todos os tempos!

Vergonha alheia rules!

Nem parece de longe com os filmes sensacionais que vieram antes com a zuação solta aos contos de fada e aos roteiros de cinema. O filme é ridiculamente previsível e parece um roteiro de sessão da tarde: Shrek, cansado da rotina da vida de casado, faz um pedido para que sua vida volte a ser o que era antes e esse pedido é atendido. Ele então entra numa realidade alternativa em que seus amigos não o conhecem, muito menos Fiona, sua esposa. Shrek então tenta reverter tudo ao reconhecer que tinha a vida perfeita antes e não sabia. Que droga de roteiro é esse? Parece ou não parece Nossa Querida Babá?

O filme não é engraçado. Só ri uma vez. E a moral da história no final é muuuuuuuuuuuito batida e não teve nenhuma inovação (se a gente for pensar, Click tem a mesma idéia batida, mas é inovador) Quem teve a idéia de terminar a série com essa porcaria? Até o personagem Shrek tá chato. Depois de uma hora de filme você começa a olhar no relógio pra ver se tá terminando e isso é um atestado do quão ruim é o filme. Argh.

Sobre o Autor

Melissa de Sá administrator

Melissa é escritora e fica hiperativa com açúcar. É autora da distopia Metrópole: Despertar, publicada pela Editora Draco em 2016, e do livro infantil A Última Tourada, adotado em centenas de escolas no Brasil. Tem contos publicados em diversas antologias das editoras Draco, Buriti e Cata-vento.

4 Comentários até agora

JéssicaPostado em11:56 am - ago 26, 2010

E pra piorar o filme travou faltando 10 minutos pra acabar e a gente ainda ficou esperando mil anos pro negoço voltar…rs

Ernesto RibeiroPostado em6:23 pm - jan 5, 2014

A cena crucial de Matrix Reloaded estragada pela imagem de fundo branco sob as legendas brancas.

Diálogo de Neo com o Arquiteto :

Arquiteto — Olá, Neo.

Neo — Quem é você?

— Eu sou o Arquiteto. Sou o Criador da Matrix. Eu estava esperando por você. Você tem muitas perguntas, e embora o processo de se tornar o Predestinado tenha alterado sua consciência, você permanece irrevogavelmente humano. Portanto, algumas das minhas respostas você vai entender, e algumas delas não. De forma concordante, embora sua primeira pergunta talvez seja a mais pertinente, você pode ou não perceber que ela é também a mais irrelevante.

— Por que eu estou aqui?

— Sua vida é uma soma de um resíduo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é a eventualidade de uma anomalia, a qual, apesar de meus mais sinceros esforços, sou incapaz de eliminar do que é, de outra forma, uma harmonia de precisão matemática. Embora isto continue sendo uma aflição a ser aplicadamente evitada, ela não é inesperada, e dessa forma não está além de uma medida de controle. E foi isso que, inexoravelmente, trouxe você aqui.

— Você não respondeu a minha pergunta.

— Correto. Interessante. Você foi mais rápido que os outros.

As reações de outros Predestinados aparecem nos monitores:
“Outros?” “Que Outros?” “Quantos?” “Responda-me!”

— A Matrix é mais antiga do que você imagina. Eu prefiro começar a partir do surgimento de uma única anomalia integral até o surgimento da próxima, e neste caso, esta é a versão 6.

Novamente, as reações dos outros Predestinados aparecem nos monitores:
“Cinco versões?” “Eu fui enganado também.” “Isso é mentira!”
“Você não me engana, palhaço!”

— Há apenas duas possíveis explicações: ou ninguém me contou, ou ninguém sabe.

— Certamente. Como você está indubitavelmente captando, a anomalia é sistêmica,
criando flutuações até mesmo nas equações mais simplistas.

Novamente, as reações dos outros Predestinados aparecem nos monitores:
“Você não pode me controlar!” “Dane-se!” “Vou matar você!”
“Você não pode me obrigar a fazer nada!” Um deles estira o dedo médio.

Neo — Escolha. O problema é a escolha.

Arquiteto — A primeira Matrix que eu projetei era naturalmente perfeita, uma obra de arte, sem defeitos, sublime. Um triunfo igualado somente por sua monumental falha.
A inevitabilidade de sua perdição é evidente para mim agora como uma conseqüência da imperfeição inerente a cada ser humano. Dessa forma, eu a reprojetei baseada na história humana para refletir, com mais precisão, os variantes aspectos grotescos de sua natureza. No entanto, eu fui novamente frustrado pela falha. Desde então, comecei a entender que a resposta me iludiu porque ela requeria uma mente menor, ou talvez uma mente menos limitada pelos parâmetros da perfeição. Dessa forma, a resposta se colocou no caminho de outra, um programa intuitivo, inicialmente criado para investigar certos aspectos da psique humana. Se eu sou pai da Matrix, ela é, sem dúvida, sua mãe.

Neo — O Oráculo.

Arquiteto — Por favor. Como eu estava dizendo, ela se colocou no caminho de uma solução, segundo a qual aproximadamente 99,9% de todas as pessoas testadas aceitaram o programa, desde que fosse dada a elas uma escolha, mesmo se elas estivessem cientes dessa escolha em um nível quase inconsciente. Embora essa resposta tenha funcionado, ela era obviamente defeituosa em sua essência, criando, dessa forma, a contraditória anomalia sistêmica, que, se não for erradicada, pode ameaçar o sistema em si. Portanto, aqueles que recusaram o programa, embora uma minoria, se não forem erradicados, podem constituir uma probabilidade agravante de desastre.

Neo — Isto é sobre Zion.

Arquiteto — Você está aqui porque Zion está prestes a ser destruída.
Cada um de seus habitantes exterminado, sua existência inteira erradicada.

Neo (e os outros Predestinados) — Mentira!

Arquiteto — A negação é a mais previsível das reações humanas. Mas, tenha certeza, esta será a sexta vez que destruímos Zion, e temos nos tornado extremamente eficientes nisto.
A função do Predestinado é agora retornar à Fonte, permitindo uma disseminação temporária do código que você carrega, reinserindo o programa principal. Depois disso, você terá que escolher 23 indivíduos da Matrix, 16 mulheres, 7 homens, para reconstruir Zion. A falha no cumprimento deste processo vai resultar em uma cataclísmica queda do sistema, matando todos que estão conectados à Matrix, o que, aliado ao extermínio de Zion, resultará finalmente na extinção de toda a raça humana.

Neo — É claro que o senhor não vai deixar isso acontecer.
Você não pode. Vocês precisam dos humanos para sobreviver.

— Há certos níveis de sobrevivência que estamos preparados para aceitar. No entanto, a questão relevante é se você está ou não pronto para aceitar a responsabilidade pela morte
de cada ser humano neste mundo.

O Arquiteto pressiona um botão em uma caneta e imagens de pessoas de toda a Matrix aparecem nos monitores.

— É interessante ler suas reações. Seus cinco predecessores foram projetados baseados em uma predicação similar, uma afirmação contingente que foi feita para criar uma profunda ligação ao restante de sua espécie, facilitando a função do Predestinado. Embora os outros vivessem isso de uma maneira comum, a sua experiência é muito mais específica: Amor.

Imagens de Trinity lutando contra o Agente no sonho de Neo aparecem nos monitores.

Neo — Trinity.

Arquiteto — A propósito, ela entrou na Matrix para salvá-lo ao custo da própria vida.

— Não!

— O que nos trás, enfim, ao momento da verdade; onde a falha fundamental
é finalmente expressada e a anomalia revelada tanto como um início e um fim.

Existem duas portas. A porta à sua direita leva à Fonte, e à salvação de Zion.
A porta à sua esquerda leva de volta à Matrix, a Trinity, e ao final de sua espécie.
Como você adequadamente colocou, o problema é a escolha.

Mas nós já sabemos o que você vai fazer, não é?

Já posso sentir a reação em cadeia no seu cérebro, os precursores químicos que sinalizam o princípio da emoção, projetada especificamente para sobrepujar toda a lógica e a razão. Uma emoção que já está lhe cegando da simples e óbvia verdade: ela está prestes a morrer e não há nada que você possa fazer para impedir isto.

Neo (e os outros Predestinados) caminha em direção á porta à esquerda.

Arquiteto — Esperança: a quintessência da ilusão humana, simultaneamente a fonte de sua maior força, e sua maior fraqueza.

Neo — Se eu fosse você, torceria para não nos encontrarmos novamente.

Arquiteto — Não nos reencontraremos.

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